domingo, 30 de agosto de 2009

Vão indo que eu não vou por aí

Movimento Perpétuo Associativo

Deolinda Composição: Pedro da Silva Martins

Agora sim, damos a volta a isto! Agora sim, há pernas para andar! Agora sim, eu sinto o optimismo! Vamos em frente, ninguém nos vai parar! -Agora não, que é hora do almoço... -Agora não, que é hora do jantar... -Agora não, que eu acho que não posso... -Amanhã vou trabalhar... Agora sim, temos a força toda! Agora sim, há fé neste querer! Agora sim, só vejo gente boa! Vamos em frente e havemos de vencer! -Agora não, que me dói a barriga... -Agora não, dizem que vai chover... -Agora não, que joga o Benfica... e eu tenho mais que fazer... Agora sim, cantamos com vontade! Agora sim, eu sinto a união! Agora sim, já ouço a liberdade! Vamos em frente, e é esta a direcção! -Agora não, que falta um impresso... -Agora não, que o meu pai não quer... -Agora não, que há engarrafamentos... -Vão sem mim, que eu vou lá ter..


Juntos o Kaos e a Deolinda, via Kaótica

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Leitão à sexta

Ainda não é desta que entro em acção. Digamos que estou na ressaca de férias e indisponível intelectualmente. Reportagem rápida: as férias foram uma volta além do tejo, jogar xadrez, uma volta além do douro. O resto foi no Real Palácio da Bolota.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

A Revolução já começou

Com a idade tenho perdido o fio à meada. Um amigo mandou-me uma mensagem revelando-me os SKA-P. Para lá da revelação da banda, da sua música, da sua mensagem e da sua presença, impressionou-me a dimensão dos seus públicos. Há qualquer coisa que me diz que as vozes e os braços que actuam no público estão a dar um sinal de que estão prontos para a REVOLUÇÃO. Quando menos esperarem a Coisa vai estoirar.
A mensagem revela-me também que os SKA-P vão estar na Festa do Avante. Vou ter de trabalhar nos próximos dias para ver se arranjo roupa para ir à Festa. Enquanto vou e não vou e investigo mais sobre os madrilennos SKA-P, deixo este vídeo que, provavelmente, já conheceis -eu é que, com a idade, tenho perdido o fio à meada.

Orgulloso de estar entre el proletariado es difícil llegar a fin de mes y tener que sudar y sudar "pa" ganar nuestro pan. Éste es mi sitio, ésta es mi gente somos obreros, la clase preferente por eso, hermano proletario, con orgullo yo te canto esta canción, somos la revolución. ¡SI SEÑOR! La revolución, ¡SI SEÑOR!, ¡SI SEÑOR!, somos la revolución, tu enemigo es el patrón, ¡SI SEÑOR!, ¡SI SEÑOR!, somos la revolución, viva la revolución. "Estyhasta" los cojones de aguantar a sanguijuelas, los que me roban mi dignidad. Mi vida se consume soportando esta rutina que me ahoga cada día más.
Feliz el empresario, más callos en mis manos mis riñones van a reventar. No tengo un puto duro, pero sigo cotizando a tu estado del bienestar. ¡RESISTENCIA! Éste es mi sitio... En esta democracia hay mucho listo que se lucra exprimiendo a nuestra clase social. Les importa cuatro huevos si tienes catorce hijos y la abuela no se puede operar. Somos los obreros, la base de este juego en el que siempre pierde el mismo "pringao", un juego bien pensado, en el que nos tienen callados y te joden si no quieres jugar. ¡RESISTENCIA! ¡DES-O-BE-DIEN-CIA!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tirem-me este gajos do poder!

No que toca a informação e opinião políticas, já não leio jornais, já não vejo televisão, visito blogosfera. Tenho, entre outros, dois blogs de visita regular e que aqui deixo recomendados.
Duas amostras:
Faça você mesmo: como reduzir o défice em quatro passos
Passo 1: Escolha uma enorme fonte de despesa e transforme-a em sociedade anónima.
Passo 2: Pegue no dinheiro que normalmente gastaria nessa empresa e diga que a sua gestão baixou a despesa corrente;
Passo 3: Quando essa empresa precisar de dinheiro para a sua normal actividade, ela que peça 300 milhões de euros ao Banco Europeu de Investimento;
Passo 4: Gabe-se desmensuradamente de ter baixado o défice sem receitas extraordinárias.
Através de vários estudos do Eurostat e de pequenas notícias nos jornais ou suplementos económicos, ficámos a saber que os portugueses ganham menos 40% do que a média europeia e que o fosso salarial entre os mais ricos e os mais pobres em Portugal voltou a bater recordes, estando quase duas vezes acima da média europeia a 15. Ainda antes das alterações às reformas aprovadas pelo Governo, já somos o terceiro país onde as pessoas trabalham mais anos e se reformam mais tarde da Europa a 25.
Tirem-me este gajos do poder!

domingo, 23 de agosto de 2009

Acho que és do PS

Um casal conheceu-se numa festa e foi parar a um motel. No dia seguinte, entre olhares apaixonados, o homem disse:
- Pela maneira como tocavas o meu cabelo, deves ser cabeleireira.
A garota respondeu:
- Sou mesmo! E sabes uma coisa? Eu acho que tu és do PS!!!
O homem ficou de boca aberta, verdadeiramente abismado. Quis saber como é que ela tinha adivinhado tão facilmente a sua filiação partidária.
A explicação veio rápida:
- É muito simples! Quando estavas por baixo, gritavas muito e quando estavas por cima, não sabias fazer nada ! ! !

recebido por email

sábado, 22 de agosto de 2009

Vota em mim

Já há mais de um ano que descobri e postei este vídeo. Hoje, já quase toda a gente o deve conhecer. Achei oportuno postá-lo ("postá-lo"?! - inventei uma palavra!!!!) de novo e, para o caso de alguém ainda não o conhecer ou o querer ver e ouvir outra vez, ele aqui fica.
Gosto da música e do estilo do boneco. Pena que a letra não tenha nada a ver com o que se passa em Portugal!...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Leitão à sexta

Enfim, um Agosto em final com sabor a começo. Um começo em princípio com gosto a Setembro. E nem lembro os insonhos e as caras que aí vêm. Aqui me têm rei de varas e Outonos sem fim. Ai de mim, ais de vós, ai de todos os que prolongarem os arraiais de Verão porque verão de novo o assalto ao poder. E vão-se poder os que comigo não vão!
Vão-se zangar, ou vão zangar-se, alguns fidalgos habituais e outros virão porque vai ser interrompido o habitual formato do leitão. A vida é bela demais para ser vivida com Sócrates, também conhecido como Manuela, e outros maganões. Declaro aberta a campanha. Quem tiver ouvidos, veja. Quem tiver olhos que oiça. Quero ver e ouvir a loiça a partir.

domingo, 16 de agosto de 2009

Fátima segundo Pessoa


A arca pessoana continua a surpreender. Entre versos e fragmentos, os especialistas têm encontrado uma míriade de escritos que revelam um poeta atento à sua época. Muito desses textos eram projecto de livros e de artigos que, no entanto, ficaram por publicar.


O volume "Fernando Pessoa: O Guardador de Papéis" organizado por Jerónimo Pizarro e editado pela Texto Editora, nas livrarias a 24 de Junho, revela algumas dessas facetas desconhecidas, reunindo as intervenções do colóquio homónimo organizado pela Casa Fernando Pessoa. Entre as mais surpreendentes está a posição do poeta em relação às aparições de Fátima. O historiador José Barreto recolheu vários textos, alguns deles inéditos, como este que aqui antecipamos, pensado para o Diário de Lisboa. É um olhar irónico sobre uma realidade que já na altura arrastava multidões e, nas palavras de Fernando Pessoa, vários negócios.
Fátima é o nome de uma taberna de Lisboa onde às vezes... eu bebia aguardente. Um momento... Não é nada disso... fui levado pela emoção mais que pelo pensamento, e é com o pensamento que desejo escrever. Fátima é o nome de um lugar da província, não sei onde ao certo, perto de um outro lugar do qual tenho a mesma ignorância geográfica mas que se chama Cova de qualquer santa. Nesse lugar -- em um ou no outro-- ou perto de qualquer deles, ou de ambos, viram um dia umas crianças aparecer Nossa Senhora, o que é, como toda a gente sabe, um dos privilégios infinitos a que se não parte a corda.
(...) e assim como passou a haver "liberdades" em vez de "liberdade", assim também passou a haver crenças em vez de crença, fés em vez de fé, e vários outros plurais ainda mais singulares.
(...) Seja como for, o facto é que há em Portugal um lugar que pode concorrer e vantajosamente com Lourdes. Há curas maravilhosas, a preços muito em conta; há peregrinações que dispensam o combóio (criação do estúpido etc!).
(...) O negócio da religião a retalho, no que diz respeito à Loja de Fátima, tem tomado grande incremento, com manifesto extase místico da parte dos hoteis, estalagens e outro comércio desses jeitos--o que, aliás,está plenamente de acordo com o Evangelho, cuidando-se de bens materiais,"Buscai-vos o Reino de Deus e todas essas coisas vos serão acrescentadas".


Fernando Pessoa Jornal de Letras nº 1010 de 17-30 de Junho de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Leitão à sexta


Ameiogaz/ascrisesexistenciaissãoprópriasdaadolescência/at
éestasbrincadeirasosão/porissotalvezeusejaumjovempromissor/profissão:promissor!
Aqui estou. Não sei porquê, para quê ou por que diabo. O verdadeiro rei é aquele que abdica do reino em nome da coroa ou o que abdica da coroa em nome do reino?! Na minha ausência, na minha vila viçosa, apercebi-me que caminho para um tiro regícida. Estudei a minha blogosfera, observei os meus blogs em silêncio, dizem que pertencemos a um mundo de redes sociais, dão-nos uma importância de estudo-caso. No nosso canto - e o nosso canto é um canto de libertários, comunistas, poetas, aposentados, divorciados, doidos varridos, activistas de teclado, líricos, flores, palavras de circunstância e canto - nós temos ido ao encontro dos nossos encontros e temo-nos encontrado, em cada casa, em cada blogue, entre a cumplicidade das nossas construções ideológicas, entre a sensiblidade dos nossos percursos construídos, entre as chalaças do verbos cruzados como é prova esta singela prosa.


Este é um poste sinceramente, sinceramente, de natureza existencial. Ah, não me vindes, amigos da tal "rede social" pedir, com comentários de inavaliável sinceridade, dizer "não acabes"," tu vales isto", "tu és necessário","gosto de ti"! Eu nunca me irei embora!

Isto, para mim, já é como ter de andar de carro, só deixarei de conduzir quando estiver pitosga e, mesmo que todos me apitem, eu continuarei a percorrer as minhas ruas e, sobretudo, as minhas estradas. E, tal qual serei sempre o piloto da viatura que me transporta, serei sempre o Rei deste blogue. E olhem que, acreditem, não me movem falsas modéstias, não pretendo da minha actividade blogueira mais do que umas conversas de "rede social" entre uma cambada de libertários, comunistas, poetas, aposentados, divorciados, doidos varridos, activistas de teclado, líricos, flores, palavras de criscunstância e canto!... (criscunstância?! - escrevi!... já não emendo!).


Isto tudo para dizer que este blogue, só é blogue porque existem outros blogues e, que os outros blogues, que justificam que exista este blogue, são a razão porque existe este blogue. Dos amigos que por aqui tenho criado, só exijo uma coisa, tratem-me por Majestade, deixem-me ser Rei, Rei dos Leitões, adoro leitão.


Este é um desabafo de final de férias! Para falar verdade, já não tenho mais assunto para falar! Este blogue corre o risco de se tornar numa espécie de ... é melhor não adjectivar!... Se falo de política... porra não me faltam amigos, por aqui, que dão um jeito à coisa que só não percebo porque não vão a votos; se amando uns versos... porra se há coisa que não falta é poesia na blogosfera!, se... se... se... vou continuar assim, membro de uma "rede social" - o termo é infeliz - de blogue em blogue, rei de pequenos porcos, assim...

Neste final de férias tenho acertado as conversas com os meus velhos, a minha madrinha, o Ti Manel, a Ti Lena, o Ti João. Eles são os meus ecos de criança e os ecos do tempo que me espera. Este blogue talvez pretenda ser uma voz que medeia entre esses dois tempos.

Quem quiser gramar-me que me grame, porra, este poste não tem sentido nenhum, estou novamente em forma...O Rei está de volta! Com o advento do vinho novo irei voltar à lucidez! Talvez louco mas, ainda assim, lúcido! Entretanto, talvez me falte o tempo, é que vou andar muito ocupado na minha candidatura a presidente da junta de... gaita! voltei a esquecer-me do nome da freguesia!

Um abraço a todos os fidalgos e fidalgas e um rabo a todos os que passam nesta porta como quem espreita num buraco de fechadura! Loucos! porque é que espreitam pelo buraco da fechadura se a porta está aberta!?

Estou novamente em forma: este poste não tem sentido nenhum!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Leitão à Sexta

"Desta forma me despeço da bloga e do sucesso, ladrões de quem os explora era uma vez um reizito!..." (Isto tem música do Sérgio Godinho!...).

A Fidalga Maria ofereceu-me esta prenda para assinalar a partida. Os príncipes, a família real vão. Talvez, depois, o Reino se recomponha da crise! Talvez voltemos com mais...

Os reis do paladar

terça-feira, 14 de julho de 2009

Política da sardinha assada

- Para as autarquias é diferente, as pessoas não votam nos partidos, votam nas pessoas porque as conhecem!
É assim que se pensa e que se diz. Como se esta apreciação do senso comum, por ser tão comum, fosse verdade absoluta, por ser tão repetida, trouxesse mais democracia à democracia.
Não penso assim. Talvez as pessoas façam as suas escolhas à revelia dos símbolos partidários mas também as fazem independentemente dos ideais, das ideias, dos projectos, dos princípios, dos valores ou das competências. E, na minha modesta opinião – já pareço um político a discursar – não escolhem tanto em função de conhecer este ou aquele mas deste ou aquele os conhecer da rua, da escola do filho, da direcção dos bombeiros, de um casamento ou de uma sardinhada.
- Já me apertou a mão, se for para lá, de certeza que me vai conhecer quando eu precisar de uma licença, de um aqueduto à porta, de um lugar para um dos meus, dos serviços da minha empresa, de me encaminhar um requerimento, uma multa ou um recado.


Este “se for para lá” apenas acontece quando “os que estão lá”, acomodados e viciados em tantos anos de cadeira, já não descem a ninguém, já não dão, já não fazem, já não empregam, já não encaminham e já nem “bom dia” dizem.

As vitórias autárquicas decidem-se nas sardinhadas. Os autarcas em exercício têm, como inerente à sua função, a obrigação e a oportunidade de irem a tudo o que é sardinhada de S. João, de centenário de filarmónica, de inauguração de busto. Aí chegados, aliam-se aos foguetes, são atracção da festa e cumprimentam o Sr. João que afinal é Manuel e preenchem a conversa nos pedidos de desculpa pelo engano enquanto recebem em troca uns cotejos de cunha embrionária.

Qualquer autarca que goste de sardinha assada e não negue um copo tem vários mandatos garantidos. Até que um ano destes, já farto de sardinha e vinho azedo, com futuro garantido entre amigos de partido ou empresários, ou já mais virados para o seu monte no Alentejo ou para as férias na Tailândia, já nem sequer tratam o Manuel por João, ignoram-no e deixam o caminho aberto para um novo ciclo.

O novo ciclo começa quando alguém reúne apoios suficientes para organizar sardinhadas e lançar candidaturas com o apoio dos da sua rua, da escola do seu filho, da direcção dos bombeiros, de dois ou três empresários descontentes, dos convidados de um casamento e toda esta gente se combina, a ponto de garantir uma nova teia de conhecimentos que possa vir a assegurar uma licença, um aqueduto à porta, um lugar para um dos seus, os serviços da sua empresa, um encaminhar de requerimento, uma multa ou um recado.

Não! Nunca serei um candidato de sardinha assada! Sou já um candidato de leitão à Bairrada e nada de pratos de plástico! Se não ganhar é provável que este blogue em vez de se chamar "Rei dos Leittões" passe a chamar-se "Sardinha Açada".

domingo, 12 de julho de 2009

Livros com unhas

Estou triste... morreu o rato que me roía os livros. Deixou-me em testamento um par de orelhas. Agora ouço tudo, tão bem que nem um rato, que também ninguém me dá ouvidos. Dos segredos do vento ao ranger dos dentes do herói da guerra que reencontra a amada, sou todo ouvidos.

No vão de escada e no solar moram amigos mas o que eu digo não vale nada!

O rato morreu provavelmente por queda da estante. Suicídio?!
- Nunca! Ele era um rato muito agarrado à vida. Alimentava-se, vejam bem, dos meus livros!... Nunca lhe foram atirados sapatos ou vassoura! Vivia como os outros, em buracos, porque aí encontrava a sua liberdade!...

Se não foi suicídio, e um rato nunca morre de doença, resta-me pensar em homicídio! Algum filósofo ou químico alquimista, que se esconde para aí em alguma página virgem, estará por detrás deste caso. A imortalidade não resiste ao estômago de um simples roedor e vai daí, um simples empurrão da quinta prateleira... um rato cadáver com a cabeça sobre o nó duma tábua ...
Por isto, deixei de ler e com a herança que me foi deixada, tenho ouvido.
Um potencial assassino habita a minha estante e nada me trará de volta o rato que me roía os livros enquanto eu adormecia!...

Chamam-me criança, por eu chorar pequenas coisas e vestir de negro pequenas mortes. Mas ele não era um rato de romance de crianças, era real e manchou de sangue o soalho da minha sala de trabalho!...

Que viva eu ao menos e que ninguém me oiça! Por enquanto, vou roendo as minhas unhas...

Devidamente o Rato Cinzento foi...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Leitão à sexta

Desde as 10 da manhã a tentar limpar um vírus dos dois pc's da casa - um tal root kit gen - sem qualquer resultado. Acabo de vir de lavar os olhos e... não digo mais nada! Para começo de férias não vai nada mau!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Está um lunático na minha cabeça

Está um poeta de pedra ao fundo da avenida
mas não fala...
Não sei o que pensam as pessoas que por ali passam
mas faço ideia...
Eu também por ali tenho andado
mas já nem falo com o poeta nem com as outras pessoas...
Prefiro, quando a noite me permite,
olhar fixamente a lua alguns minutos...
Ou então, procurar uma estrela que me atraia
- desisto sempre, não têm sexo!...

... e o que será de quem das vassouras voadoras, escreve:

“ é mentira isso de vassouras voadoras.
o que acontece, é que os homens que voam,
gostam de levar com eles uma vassoura.
há tempos, eu andava lá em cima, e uma mão estranha atacou-me,
levando-me os sonhos que trazia comigo.
- por isso, é sempre bom levar uma vassoura!”

... é claro que quem pensa desta maneira, é um lunático.
Mas o poeta de pedra que está ao fundo da avenida
e as pessoas que por ali passam, não o são!
Logo, eu não sou de pedra e também não sou como essas pessoas.
Isto faz com que eu sinta dores estranhas
quando olho a vida como o poeta de pedra,
ou como as pessoas que por ali passam.

Quando estou de cabeça virada para o ar, estou bem!
Como nada me proíbe de assumir sempre essa posição,
eu posso concluir que estou bem na vida!

A minha namorada gosta de me ver com a cabeça virada para o ar
e diz-me porquê mas eu esqueço-me!
Então ela ri de mim
e diz que eu sou como o poeta de pedra que está ao fundo da avenida
e como as pessoas que por ali passam...

... é claro que quem pensa desta maneira é um lunático!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sousa Tavares vai para o Brasil?

- «Estou a pensar ir-me embora para o Brasil» - Miguel Sousa Tavares dá uma entrevista ao DN onde admite que está farto de Portugal.
Eu também estou farto de Portugal e uma das razões é por estar farto de Miguel Sousa Tavares. Se essa ameaça se cumprisse Portugal, em troca, deveria aceitar a entrada de mais trinta mil imigrantes brasileiros.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Conversa de segunda-feira

- Então querido, hoje não foste trabalhar?!
- Porra, um homem também não se pode lembrar de tudo!

(não fui eu que inventei)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Leitão à sexta


A notícia?!:
Leitão da Bairrada faz furor em Wall Street
Se a maioria das cidades portuguesas tem monumentos em homenagem a heróis locais, a Mealhada é um pouco diferente. Em vez de um navegador ou poeta a dar as boas vindas aos visitantes, há à entrada da cidade um monumento com um pequeno leitão.
É assim que o "Wall Street Journal" começa um plano de duas páginas dedicado a esta especialidade portuguesa. No dia seguinte ao ministro da Economia português se ter demitido, é o leitão da Bairrada que está em destaque.
O "Wall Street Journal" sugere também o "Pedro dos Leitões" ou "A Meta dos Leitões", "O Picnic", "Churrasqueira Rocha" ou a "Floresta dos Leitões" e o blogue Rei dos Leittões.
Manuel Sócronos

As madammes de Bernardino


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Demissão incompreensível


Não percebo. Finalmente um ministro revela o seu lado autêntico de português do povo e zás, é logo cilindrado pela moral dum parlamento mal caiado que sempre escondeu o que se passa por baixo das suas bancadas. Uma simples distracção, um gesto tão vulgar como um coçar de partes ou um popular manguito que toda a gente faz, uma objectiva traiçoeira, qual telemóvel de uma sala de aula, e zás - demissão!

O ministro da economia já fez coisas bem mais graves durante o seu mandato. Alguns dos seus colegas de governo, senão todos, já cometeram autênticos crimes contra o povo e contra o país e nunca houve demissões.
Os mesmos técnicos, que terminaram o serviço a Obama e estão agora a ensinar o Sócrates a posicionar os dentes, a arrumar as mãos e a desenhar os gestos, com certeza que terão dado também aos seus ministros, pelo menos um desdobrável com recomendações elementares como: não enfie o dedo no nariz, não arranhe no cu, cuidado com o dedo médio... Mas Manuel Pinho distraiu-se um momento, foi ele próprio, esqueceu-se que era um apêndice de pinóquio e zás – o país por uns dias até se vai esquecer do ordenado do Ronaldo!
Num parlamento verdadeiramente representante da alma popular seria de esperar que o atingido respondesse simulando o enfiar do barrete e fincasse as mãos nas ancas em desafio. Mas não, toda a gente de acordo, colegas de governo, deputados, colunistas, comentadores, taxistas: o Pinho por ter posto dois dedos na testa deixou de ter condições para continuar e, entretanto, deixa-se ir a economia do país pela teixeira abaixo! E pasme-se – impensável há um mês atrás - Sócrates pediu desculpa! Sócrates terá desculpas a pedir mas pelos seus próprios actos, não por chifradas de outras cabeças. Se quer provar a sua humildade, demita o governo em bloco até às eleições, o povo continuaria a cumprir a sua sina acenando com os gestos do seu quotidiano.
Solidariedade com Manuel Pinho - grupo de forcados amador da corte dos leittões

(Nota: sabem os fiéis súbditos que é regra da corte não abordar a actualidade. Desta vez, apenas o fiz porque reparei que a blogosfera está a ignorar o acontecimento)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

História Devida

Quem quiser ouvir a História Devida "Transbordo de Memória" da autoria deste humilde rei é só carregar no play.
A História Devida é um programa da Antena1 da autoria de Inês Fonseca e Miguel Guilherme. Emissão de 28 de Junho de 2009.


sábado, 27 de junho de 2009

História Devida

Domingo, 28 de Junho, 13h a História Devida (Antena 1) recebe DANIEL BLAUFUKS, o fotógrafo que, um dia, bateu à porta de Paul Bowles e foi ficando, na companhia do escritor, numa casa habitada sobretudo pela serenidade. Sem pressas, Blaufuks fotografou Bowles, fotografou também a Tânger de Bowles, e trouxe consigo algumas histórias, como as que conta nesta emissão d'A História Devida. É também sem pressas que tentamos encontrar o caminho de regresso às memórias deste artista visual; ou melhor, o caminho do seu trabalho. Para o conhecerem melhor, passem por aqui: http://www.danielblaufuks.com/.
Nesta emissão d'A História Devida, para além de «Next to nothing I e II», as histórias do Daniel Blaufuks (música: «Making music», Zakir Hussain), podem ouvir:
de João Rato (Pata Negra).
música: «Useless creatures», Andrew Bird