domingo, 28 de fevereiro de 2010

Anunciação do mandatário

Estimados apoiantes, é com profunda tristeza e imensa alegria que vos anuncio o mandatário da candidatura do Pata Negra à Presidência da Rebública. É triste ver-me obrigado a candidatar-me mas é alegre poder nomear um mandatário sem sequer ter falado com ele: há determinações do destino que não se questionam.
Diz dele próprio que "pratica a maledicência e o bota-abaixismo quando merecidos, mas não tolera o compadrio, o lambe-botismo e o chupismo". Ele é o Marreta e isso basta-me.

Aguarda-se para mais tarde o anuncio formal da candidatura. Estamos ainda na fase das segundas intenções. Precisamos de estudar os adversários e de averiguar os motivos porque se estão a apresentar com tanta antecedência.

Os outros candidatos dizem-se apartidários, eu renuncio ao apoio dos partidos; os outros candidatos reunem apoios financeiros, eu farei a campanha sem gastar dinheiro; os outros candidatos rendem-se à comunicação social, eu abomino-a; os outros candidatos prometem que serão presidentes de todos os portugueses, eu prometo que serei presidente só para alguns.

Ainda a candidatura vai no adro: apoia, divulga, participa!

Registo como apoio as referências do Miradouro de A.J. Soares e do Guardião.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

De onde nascem os cabrões


Violam cabra e são forçados a casar com o animal
Dois jovens de Matsinho, Gondola, centro de Moçambique, foram apanhados pela polícia a manter relações sexuais com uma cabra e agora os donos do animal exigem indemnização e casamento. O caso está em tribunal.
O caso de "flagrante delito" aconteceu na semana passada, no distrito de Manica, e fonte ligada ao dono da cabra disse à agência Lusa que o mesmo exige que os jovens sejam condenados em tribunal a casar com o animal.
Os jovens, cuja identidade não foi revelada, terão sido apanhados a manter relações com a cabra no âmbito de uma espécie de ritual satânico.
"Um dos jovens estava nu enquanto segurava a cabeça, e outro a fazer sexo com o animal", contou uma testemunha a propósito da detenção policial.
Mário Creva, a testemunha, disse que o caso se deu numa pequena mata na zona de Mbucuta, arredores do posto administrativo de Matsinho.
"Recebi o caso e já remeti ao tribunal. Mas os jovens serão ouvidos em juízo por furto simples qualificado e não necessariamente por prática sexual, pois a nossa Constituição não acomoda este tipo de acto", disse à Agência Lusa Leonides Mapasse. Fora do processo-crime, acrescentou o magistrado, o ofendido (proprietário da cabra) pode intentar processo civil e moral contra os dois jovens pela prática sexual com a cabra.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

De boys a moscas

Os portugueses estão conformados com o controle da informação pelo poder político-económico. Os portugueses entendem como garantia de liberdade de expressão o facto de não existir uma PIDE. Eu, português, tento exercer a minha libertação dos media do poder e exercitar a minha liberdade de me informar e dizer na blogosfera.
Na blogosfera e na web em geral, estão aparentemente em maioria as vozes antí-sócrates e companhia. Aceita-se que os pró-sócrates e companhia exerçam igual direito.
Mas que a corja  tenha assalariados para manter blogues e sites de apoio, para inundar com elogios ao grande líder as caixas de comentários, para multiplicar mensagens de correio de propaganda governamental é, para mim, mais grave, porque mais baixo, do que as alegadas intenções do controlo da comunicação social. 
Quem anda na blogosfera não precisará de ler este texto do Joaquim Letria, nem outros que, nos últimos dias, têm vindo a público, para reconhecer esta actividade. Todos já depararam com repetidas mensagens de fiéis socialistas, identificados pelo teor da opinião, nos comentários dos principais portais de informação, nos blogues mais visitados, nos foruns e outros locais - sabemos agora que alguns são pagos. Testemunho que essa actividade também existe a nível local. Cá para as minha bandas os blogues sócretinos são para aí uma dezena e tudo indica que são todos geridos por um mesmo indivíduo que se desdobra em nomes, amigos, amigas, filhos e enteados. O mesmo se observa nas colunas dos pasquins locais.

Esta gente para mim são moscas:

Tinha que dar merda!

Obrado o alimento de 30 anos de liberalismo, liberalização e libertinagem,
o país sente-se agora mais aliviado!
A Merda é dura, negra e tem nome de filósofo! Não a pisem! Quem a cagou obviamente que não lhe incomoda o cheiro!

Eu vou aguentando, embora não tenha nada a ver com esta merda! Entendo-a como um processo natural! Estou atento para não a pisar, tapo o nariz e cá vou indo!

Mas o que eu não suporto mesmo são as moscas que nos perseguem por toda a parte! Sabemos que são as mesmas que pousavam nas travessas, nos talheres e nas toalhas mas só que agora têm as patas sujas do excremento!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

11- Alguém acha por aí um título?!

Para ouvir durante a leitura. "Tango para Tereza" em boa hora sugerido pela fidalga Maria.

Em Setembro tivemos direito a novos equipamentos. Cipriano partilhou comigo os pormenores do segredo da sua viagem e o seu projecto de voltar a Paris daí a uns meses para preparar o nascimento do filho que ia ter da cunhada. Na sequência, alertou-me para os cuidados que eu deveria ter com a fecundidade da minha namorada e topei que começava a preparar terreno para a afastar sem me melindrar. A família dela já havia telefonado várias vezes advogando a sua falta no circo; apesar de já estar connosco há dois meses ainda não se tornara na vocalista principal; fazia os seus coros e cantava as suas canções passando o resto do tempo a fumar e a beber nas imediações do palco; estava a contribuir para o abandalhamento da banda; Cipriano tolerava os fumos mas o cheiro não lhe podia chegar ao nariz; a família estava a ficar farta da empregada e hóspede…


Apesar desta conversa, o patrão, que também era técnico de som, passava com a Teresa muitos dos momentos em que esta não estava no palco. Por vezes dançavam juntos uma ou outra moda mais agitada mas, naquela noite, um tango pareceu-me mais intenso que o habitual. Depois do tango, tocámos um dos longos blues que chegavam a dar para um dos músicos ir ao bar buscar cervejas entre os solos, quando dou pelos dois muito agarradinhos a dançar “slowmente”. Comecei a ficar incomodado e a parecer-me que os meus colegas, enquanto tocavam, davam olhares maledicentes à situação. Levantei-me dos teclados e fui junto a cada um sugerir uma aceleração gradual que fizesse o lento blues evoluir para rock n´roll “speedado”. Consumada a transformação do tema dei pela falta do par no salão de baile.

Terminada a música, Tarolas sorriu de escárnio e apontou duplamente para o chão. Desci as escadas da lateral do palco ao fundo das quais existia uma entrada de meia altura fora das vistas do público. Baixei-me para espreitar sobre o olhar atento do denunciante. O espaço tinha pouco mais de um metro de altura e tinha a escuridão rasgada pelas linhas de luz que as frestas do soalho do palco deixavam passar. Não vi quase nada, não quis ver! Mas que estava para lá um casal em vias de facto lá isso estava!...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mais poeta do que alegre

Procurei informações sobre um adversário: está à altura! Neste momento conheço quatro candidatos: dois do povo e dois dos outros! António Pedro Ribeiro, tal como eu, candidato a presidente da república, também é poeta:

"Estou apaixonado pelo primeiro-ministro

por todos os primeiros-ministros
e pelos segundos
e pelos terceiros
estou apaixonado por todos os presidentes de Câmara
e de Junta
por todos os benfeitores de obra feita
por todos os que erguem e mandam erguer
estradas, pontes, casas, estadios, fontanários, saloes paroquiais
estou apaixonado por todos aqueles que governam, que executam,
que decidem sem pestanejar
por todos aqueles que dão o cu pela causa pública
que se sacrificam pelo bem comum sem nada pedir em troca.
Quero votar entusiasticamente em todos eles
afogá-los em votos
até que se venham
em triunfo

Estou apaixonado pelo primeiro-ministro
quero vê-lo num bacanal
com todos os ministros
e todos os ministérios
a arfar de prazer
a enrabar o défice, o orçamento,
o IVA, a inflação, a recessão
agil e empreendedor
como um super-homem

Estou apaixonado pelo primeiro-ministro
Quero ve-lo num filme porno.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O quarto candidato: Fernando Nobre

"Caros amigos,
Decidi escrever estas linhas, no sentido de vos comunicar pessoalmente uma decisão de fundo que tomei enquanto cidadão independente e em nome dum imperativo moral e de consciência para Portugal, uma vez que tenho, por quem acompanha este blog, a maior consideração e respeito."

Tinha eu estas linhas escritas para apresentar, hoje e aqui, quando dei com elas plagiadas num blogue dum tal Fernando Nobre, que pensei inicialmente ser do meu ramo, na especialidade de salsichas mas que, afinal, segundo apurei, é um cidadão considerado e respeitável vindo directamente da AMI para socorrer o país com uma candidatura à Presidência da República.
Quer isto dizer que já somos quatro, por ordem de chegada: António Pedro Ribeiro, Manuel AlegrePata Negra e Fernando Nobre.
E depois ainda dizem que eu começei cedo?! Tirando o Ribeiro - a quem aproveito para enviar um abraço de classe - isto é tudo gente que anda muito alto! Não estamos em pé de igualdade! Reparem que só o Alegre e o Nobre é que são notícia! Já quase há um mês que manifestei a minha intenção de ser candidato e o meu nome ainda não foi dito na comunicação social uma única vez!   

Quanto ao Fernando Nobre, pode ser um bom homem mas, como porco que sou, o senhor não me entusiasma porque lembra-me a velha história do freguês para o talhante:
- Tem  focinho de porco?
- Tenho!
- Tem mãos de vaca?
- Tenho!
- Tem pés de cabra?
- Tenho!
- Então mas que raio de bicho é você?
Foi apoiante da candidatura de Mário Soares em 2006, mandatário nacional do Bloco de Esquerda nas últimas eleições europeias, fez parte da comissão de Honra das candidaturas autárquicas de António Costa (PS) e António Capucho (PSD), é portanto um homem do establishment.


Vota D. Pata Negra, também nobre, também alegre e também dá umas cavacadas.

Vá, chamem-me demagógico, populista e de mau gosto, porcos gordos da porca democracia que vos engorda a todos!
Sim, serei presidente com metade do vencimento, com metade dos assessores, com metade dos guarda-costas, com metade dos carros, com metade das viagens, com metade dos jantares, metade dos discursos com metade do tempo e, ainda assim, serei muito rico e falarei demais.
Vota D. Pata Negra, também nobre, também alegre e também dá umas cavacadas

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

10 - Tá-se bem sem título

A Teresa cantava isto tão bem que justifica a inadequação de vídeo a este reino.

O bom Cipriano encontrou uma solução para Teresa não se afastar. Ela começaria a fazer parte da banda fazendo uns coros e cantando três ou quatro canções. Durante o dia, ficaria a tomar conta da piscina e do bar da piscina. Já tinha falado com a sua filha e ela não se importaria de partilhar o quarto com a nova empregada do papá.
Em troca pedia-me a guarda dum segredo e a possibilidade de ir com ele e com a cunhada a Aveiro.
- Porra! Mas tu não te controlas!? A gaja está noiva e é irmã da tua mulher!
- Eh pá mas o que é que queres?! Eu …
- Então mas o noivo, não?!…
- Ela queria ir virgem para o casamento….
- Chama-me burro!!!!!
- Eh pá! Eu andava a tentar ensinar-lhe como é que se podia simular a virgindade e olha, calhou!...
- Então mas agora, a semanas do casamento, como é que vais descalçar a bota?
- É por isso que estou a pedir a tua ajuda!

Os familiares de Teresa, fizeram-se amigos da casa e partiram sem colocar obstáculos ao seu novo emprego. Por outro lado, Teresa, da raça que era, rapidamente se fez à casa, se fez amiga dos seus frequentadores e se fez regularmente enamorada.
No grupo, começámos a ensaiar meia dúzia de temas para a nova voz feminina. O ar de Teresa, o seu estilo entre o marginal e o sensual, a sua presença em palco, reanimaram o sucesso da banda e a vida interna do grupo. Os ensaios, as viagens, as desbundas e o convívio transformaram-se. A relação que os dois mantínhamos, não modificou a relação que existia entre a malta porque não éramos do género de nos fecharmos entre carícias nem de vender paixão. Aliás, assumíamos, dia após dia, que o nosso namoro era superior ao amor, era de simpatia e carne, era de juventude e necessidade. Gostávamos um do outro e gostávamos de curtir.

Naquele Agosto tivemos vinte e três actuações. Quase não parámos em casa, Foi sempre a abrir.

A Cipriano convinha este ritmo por todas as razões e mais uma: para esquecer.
- Diz que não, que quer ter o filho!
- Eh lá patrão. Isso vai ser um molho de brocas! E eu que gostava tanto de ir conhecer Aveiro!...
- Deixa-te de brincadeiras! Já tenho uma solução: ela não se importa de ir para França para casa da irmã mais velha, desde que eu a vá levar! Aproveito e trago umas aparelhagens.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Obviamente demito-o!

Dos outros candidatos.

De Alegre muitos falarão, não lhe faltarão apoios, elogios, críticas e tempos de antena. A minha candidatura não é desse mundo, é deste país. É a candidatura de todos os que, ao longo destes anos, manifestando publicamente a intenção de se candidatarem não o puderam fazer porque uma democracia limitada e hipócrita lhes barrou o caminho. Desde um tal pastor da Beira Alta, passando pelo Teixeira da Associação Académica de Coimbra, até ao grande Mário Viegas, todos esses portugueses serão aqui referência.

Por exemplo, sabiam que antes de Manuel Alegre já o poeta António Pedro Ribeiro tinha apresentado oficialmente a sua candidatura?!

Esta candidatura é para ir até onde fôr. Só um adversário ditará a minha desistência: D.Duarte de Bragança.
Julgo que o acabará por fazer. Será uma forma perversa mas inteligente de referendar a monarquia. Se ganhar todos o tratarão por rei e não presidente da república.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A caminho de Belém 5

Postaram sobre a candidatura:
Porque me dizem (...a minha demonstração total de apoio e apreço à melhor candidatura a Belém que pode haver: D. Pata Negra. Finalmente, vai-se poder transformar o Palácio de Belém na verdadeira e genuína pocilga que tem sido ao longo de todos estes anos.);
Anovis Anophelis (Ninguém há-de fazer parar esta fuga para a vitória!);
Fliscorno (Há alguns que mostram intenções, mas esta candidatura é efectivamente a primeira.);


Colocaram o selo na barra lateral:
Silêncio Culpado

e outros para quem o poder é nesta corte
O pequeno gesto, a pequeníssima coragem de divulgar o selo e o link

O Milagre do Sol

O Sol noticia e faz-se notícia. O Sol é igual aos outros jornais.
O Sol publica e republica a podridão da república entre iguais.
O Sol não é mais. O Sol queima. O Sol é esperto. O Sol teima. O Sol é encoberto. O Sol é mole.
É fácil fazer títulos com o Sol:
O Rei Sol; Dia de Sol; Um raio de Sol; Raios que partam o Sol; Tapar o Sol com a peneira; O pôr-do-Sol. Sol de pouca dura; Sol na banca e chuva no nabal.
Títulos lido hoje:
O sol brilhará para todos nós; Ver o sol nos trópicos; Querem apagar o Sol; O sol quando nasce não é para todos; Quem me sabe dizer como se chega a polvinho?; O polvo está sereno; Sócrates engasga-se com comentário de vizinho sobre dia sem sol.
O milagre é que o Sol estava na falência. Quanto ao resto já todos sabemos que é assim e ainda melhor o sabem aqueles que o negam.
O pior é que a mim ninguém me ouve, ninguém me escuta, ninguém me liga,
Embora as empresas de telecomunicações saibam o meu número e eu tenha nome e a face não-oculta.
Vou cantar:
O sole, 'o sole mio, sta 'nfronte a te, sta 'nfronte a te!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

9- Ainda é cedo para existir título


 
Cipriano era louco por mulheres. A presença de mulheres modificava-lhe os gestos, o tom de voz e o sorriso: um maroto humilde, conquistador e servil.
A mulher que veio servir os músicos da festa, exclamou:
- Ai que me esqueci dos guardanapos!
- Não são precisos, não se preocupe!
Enquanto a mulher se retirava para ir buscar os guardanapos, descarregámos sobre o “manager”:
- Também não exageres!
- Já vos disse, se queremos ter contratos com fartura não devemos ser muito exigentes com os que nos contratam e não podemos tocar só rock mas também valsas, tangos e raposódias!

A mulher voltou. Uma dúzia de olhos em pirâmide dirigiram-se para ela. Os de Cipriano eram o vértice e enleavam-se no corpo alto e esbelto, ora à frente, ora atrás das palavras que se trocavam, enquanto os pratos se compunham com a ajuda dos serviços e da simpatia que não tinha só o corpo alto e esbelto.

- Ó pai! O contrato é até que horas?!
- Ó pai! Amanhã vamos tocar aonde?!
- Ó pai!....

A técnica de chamar pai a Cipriano para lhe afastar as presas, fazendo com que os estranhos pensassem que se tratava de um conjunto Pai e Filhos, quando o único que era filho, era o Nini, já tinha sido utilizada mas o abuso que fizemos dela levaram a paciência da vítima à explosão: à mesa a reprovação foi contida mas durante a viagem de regresso a casa, ouvimos das boas e diga-se com razão.
Abuso de confiança, pensarão. Não era só, era também uma vingançazinha pelas regras que o chefe sugeria:

- Diz-me a experiência que uma banda está estragada no dia em que um dos seus músicos começar a namorar. Podem namoriscar, mas mais de um dia com a mesma não é de artista! Se um músico se apaixona só sai música à Roberto Carlos!
Cumpríamos à risca esta regra de trabalho. O aparecimento de Teresa e a falta que me fazia ter uma namorada tinha de fazer excepção:
- É um caso diferente, sim! Ela também é artista! Tem um ar marado! Dá uns toques!.... Vamos tentar pô-la a cantar!
- Sabia que me ias compreender ó grande Chefe! Deixa-me dar-te um beijo!
- Xó! Asta para lá!... Então e já falaste com o teu pai para ela dormir lá em casa?!
De facto estava a esquecer-me que Teresa era nómada e que daí a dois ou três dias partiria com a família "cantar" para outra terra.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um grande filme

Ninguém anda pela blogosfera com 6 minutos de tempo para parar num blogue e ver um filme do youtube. 6 minutos é muito tempo! Este filme não é para veres, é para viveres! Se estás com tempo e disposição, começa como espectador e acaba como actor! Este é o nosso tempo! Um tempo a não perder? Um filme a não perder?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A caminho de Belém

Ninguém há-de fazer parar esta fuga para a vitória! A candidatura "Pata Negra à Presidência" vai a caminho de Belém sobre o lema de rectaguarda: "Vai nas calmas".

Está disponível na barra lateral do blogue, o primeiro selo de apoio e divulgação da candidatura, da autoria do responsável pela imagem, o  Fliscorno. Um Presidente Sabão, porque sabe, porque ensaboa, porque recusa emídios rangéis - “É tão fácil vender um presidente como um sabonete”.
Não param de chover apoios à candidatura monárquica à presidência: do Fliscorno ( E Se ), do Marreta (  consciente dos seus deveres cívicos, e depois de ponderada meditação, afirma aqui e agora o seu apoio e incentivo à candidatura de Pata Negra à presidência da república. E porquê, perguntarão vocês? Simples, Pata Negra é o único candidato assumidamente javardo o suficiente para protagonizar a revolução necessária contra a opressão, a tirania e a exploração da corja que nos desgoverna e da trupe que nos chupa o sangue há anos consecutivos, ou já se esqueceram da obra de George Orwell, o Triunfo dos Porcos?), do quink644 no BraganzaMothers ( Finalmente, vejo surgir uma candidatura a Belém que apoio incondicionalmente: um verdadeiro e assumido porco, ainda por cima rei... Podem ficar a conhecer melhor e a apoiarem esta candidatura aqui. Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, vá imediatamente apoiar o primeiro candidato credível a assumir o lugar de primeiro porco do país. Temos candidato assumido, este é o verdadeiro e fará esquecer o presidente - rei Sidónio Pais, imortalizado por Pessoa em poema homónimo.), para além de outros declarados aqui e aqui.

Esta é uma candidatura em construção permanente - só para alguns e só de alguns - Contribui!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sexo na Escola

Maria de Lurdes provocou um acidente escolar grave, deixou a educação de pantanas. O carro não foi para a sucata mas está todo amolgado e com os guarda-lamas a bater. A tragédia deixou sequelas graves a nível psiquiátrico: andam a pintar o carro sem terem feito o trabalho de bate-chapas!
A parte mais atingida foi a nível de chassi, a menos visível do exterior - atingiu-se gravemente a dignidade e a autoridade dos professores. Será difícil, a um professor desautorizado, gerir comportamentos, ensinar os alunos a entrarem na sala, a falarem na sua vez, a estarem sentados, a respeitarem, pelo que deve ser dificílimo ensinar-lhes sexualidade. No entanto o pensamento dominante é que aponta o caminho a seguir. 
Já que não aprendem a contar nem a escrever que aprendam ao menos a copular.

- A stora colocou um pénis de esferovite sobre a mesa e perguntou se sabíamos o que era. Um colega respondeu que era um.... posso dizer pai?!...
- Diz lá filha!
- Era um c*******!
- Espera aí! Como é que sabias que  era de esferovite?
- A stora fê-lo passar de mão em mão!
- De mão em mão?!
- Pediu também que dessemos ideias para acções sobre sexualidade a desenvolver na escola.
- E tu?!
- Sugeri a distribuição gratuita de preservativos e a vinda do Moita Flores à escola!
- És original e criativa como o paizinho!....
- Preciso de uma frase para a campanha...
- Pénis de todo o mundo, vesti-vos! 

Moral do filme: mesmo os que pensam que são muito criativos a ensinar falham, se repararam, nunca foi mudada a camisinha.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

8- Que se lixe o título


No dia seguinte Cipriano confirmou-me:
- Chama-se Teresa!...
Por volta das quatro da tarde saiu da roulote e entrou no café sem olhar os presentes. Nada do que se lhe via poderia identificá-la como rapariga de circo. Trazia um casaco de fato de homem, umas calças de ganga, uns ténis e o cabelo desgrenhado. Sentou-se ao balcão, pediu um café e acendeu um cigarro. Eu estava numa mesa sozinho a folhear uma revista em posição de lhe poder mirar o perfil.
Ouvi-lhe o “até logo” de despedida a quem a servira e eu procurei-lhe o olhar quando passou junto a mim. Atrevido, atirei:
- Olá Teresa!
- Conhecemo-nos?!
- Gri!Gri!
- Deves ser o Joaõzito!?
Uma timidez infantil invadiu-nos a ambos e faltou-nos a inocência que tínhamos em crianças. Não conseguimos prolongar o discurso para que o encontro fosse satisfatório, nem sequer um beijo de cumprimento, apenas o “vemo-nos por aí!”

Como o espaço era público os ensaios da banda tinham sempre gente a assistir. Nesse dia à noite, estávamos nós a preparar o “Something” para o repertório, Teresa entrou no salão com um familiar do circo e ficaram por ali a observar-nos. Cipriano chegou com umas cervejas, mandou-nos parar e apontou algumas passagens da música que não estavam correctas. Teresa e o acompanhante deram-se à conversa e foi-se alargando a confiança. Às duas por três, ela tomou o lugar do Tarolas que se fora embora, e pôs-se na bateria a brincar connosco ao improviso. A noite alongou-se e no fim já era só eu e ela. A partir daí, procurei em cada minuto, em cada gesto, em cada palavra, um pretexto para avançar, estava a precisar muito de ter uma namorada.
- Tu fumas?!
Que raio de pergunta a dela! Pois se eu tinha estado toda a noite a fumar!... Trazia o charro já feito, acendeu-o e passou-mo. Demos mais uns toques inspirados pela erva mas a certa altura as teclas começaram a entrelaçar-se nos pensamentos e …
- Estou a ficar tonto! Vou lá fora!
Ela seguiu-me até ao pinhal, que era ali mesmo, com “seguir” preocupado.
- Queres vomitar?!
Agarrou-me de lado e encostou-me a cabeça.
- Isto já passa!...
Surgiu um beijo oco.
- Estou a ficar melhor!
Um pinheiro ajudou-nos a um beijo terapêutico e volta e meia senti-me curado. Envolvemo-nos até ao ponto de se tornar difícil parar. A certa altura a minha namorada ofegou-me baixinho:
- Estou a sentir uma pasta viscosa na mão!...
Tinha posto a mão num púcaro de resina.
- Como é que eu tiro isto da mão?! Isto sai com água?!

sábado, 30 de janeiro de 2010

E o porco sou eu?!

Conheço-o de vista mas não falo com ele. Sei que é um traste que não olha a meios para conseguir os seus fins. Ontem, cruzou-se comigo num local público. Começou "Ah! Ah! Ah!" e rematou com um "Atchin!".
Espirrou-me para cima e não pediu desculpa. Terá sido de propósito? Será só mal educado? Como é que devemos reagir quando nos espirram para cima e ainda por cima não nos pedem desculpa?  Ainda que tenhamos ficado com a cara coberta de gafanhotos e manchado o colarinho que tanto dinheiro nos custou,acabamos por não reagir.

A gripe dos porcos foi um espirro gigante do monstro porco capitalista! Sabíamos que era capaz de tudo! Já tinha ensaiado as cuspidelas da gripe das aves e das vacas loucas! Para o monstro porco capitalista não passam de actividades de lazer, rentáveis números de circo: compram-se os melhores laboratórios no fabrico de vírus e anti-vírus, uma poderosa agência de informação que arraste todas as outras atrás de si e depois é só colocar as televisões e uns meio-peritos a debitar cenários. Não chega a ser necessário que o vírus se espalhe mas apenas a sua notícia. Gastou-se dinheiro?! Que importa?! Criou-se riqueza!
O pior é se isto um dia se torna na história do rapaz e do lobo.

Quem sou eu para falar sobre isto?! Ninguém?! Da...a! É a gripe do porcos e eu sou o Rei dos Leittões!
A paranóia afectou tragicamente este blogue, das centenas passei para as dezenas de visitas diárias! Isto apesar de eu ter garantido que blogaria de máscara!
Imagem vista no Fliscorno e no Cantigueiro

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A caminho de Belém



Doze valorosos apoios de personalidades blogosféricas já manifestaram, aqui, o seu apoio. Lembro que foi assim que começou o cristianismo.

Numa democracia plena qualquer cidadão poderia, por inerência, ser eleito para a presidência da república sem necessitar de formalizar qualquer candidatura. Por cá, essa possibilidade está aberta apenas a personalidades apoiadas, directamente ou indirectamente, por partidos ou que, no mínimo, possuam conhecimentos e influências que lhes facultem o acesso aos meios que fazem o poder.

Conclusão, embora muitos cidadãos comuns já tenham manifestado pública intenção de se apresentarem como candidatos, nunca conseguiram concretizar o seu direito a tal. Ainda que alguns destes tenham conseguido vencer a praxadela das 7500 assinaturas, entregue o processo, existiu sempre um procedimento incorrecto ou faltou um papel que o reprovou.

Sendo assim, e porque não parecem inocentes as exigências que negam o espírito constitucional, nós que não gostamos de papas nem de bolos, temos um dever de nos mobilizar para provocar o sistema apresentando uma candidatura monárquica à república. (Ajudem-me porra!)

Nota: para os que acham que ainda é cedo para começar lembro que, com muitos mais apoios, Amin Niguen Mecala já iniciou a sua campanha e que eu, que não possuo cavalos, se quero chegar à meta em primeiro não devo esperar mais.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

7- Será que tem de ter título?

Ligue a música enquanto lê. Para a semana a história continua.


A casa de Cipriano tornara-se uma casa de espectáculos. Ele próprio tinha máquinas de filmar e projectar fita “super 8” e proporcionava sessões de cinema documentando a sua vida em Paris, a cópia do King Kong e mais duas ou três fitas mais do que repetidas. Com esse mesmo espírito começou a ceder o espaço a um indivíduo que semanalmente ali vinha projectar dois filmes - um de Kung Fu e outro pornográfico - e que num certo dia trouxe com ele, a roulote, a mulher, o cunhado e uma prima para darem um espectáculo de circo.

E assim foi, com o salão com a malta do costume e mais alguma, sentei-me, entre amigos, na segunda ou terceira fila. Tudo a fazer lembrar os antigos saltimbancos que vinham à aldeia e nem o número de contorcionismo faltou:

Uma moça magra, de biquini com brilhantes, dobra-se e desdobra-se em cima de uma tapeçaria, entrelaça os membros, anda com as mãos como se fossem pés, desfaz-se num corpo disforme sem, no entanto, perder a sensualidade. O projector acrescenta-lhe luz mas cria sombras que não deixam avivar as feições que se foram com o tempo e com a memória.

- Quase de certeza que é Teresinha! Agora ela está com as costas totalmente dobradas para trás e o rosto aparece, de frente para o público, junto ao tapete e invertido entre as pernas flectidas. Nestas condições é difícil concluir com segurança se será a Teresinha e, por outro lado, se for ela, nunca me reconhecerá na penumbra da plateia. Além disso, neste preciso momento, na posição em que está, vê tudo ao contário. Já sei! Acendo um cigarro e mantenho o isqueiro alguns instantes de modo a chamar a atenção e a iluminar-me a cara. Vá lá! Olha! Repara aqui no do isqueiro!... Resultou?! Sinto quatro olhos a tocarem-se! Sinto a certeza de que é ela mas tenho dúvidas que me tenha reconhecido. Se tal acontecesse teria mudado o ritmo do número e teria existido um sorriso dedicado.

Chegado o momento bati palmas de pé, ela saiu pela porta do fundo e foi para a roulote. No fim da noite desabafo com Cipriano e conto-lhe o primeiro e o segundo capítulo desta história . No dia seguinte ele irá averiguar o nome verdadeiro da artista e

sábado, 23 de janeiro de 2010

Três tristes questões


- Um homem sério é aquele que não engana ninguém. Será Pinto da Costa um homem sério?
- A justiça é igual para todos. Será possível aparecerem no youtube as escutas a Sócrates?
- Um árbitro é um juiz. Serão os juízes árbitros?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A caminho de Belém



Fiquei tremendamente surpreendido pelo anúncio da candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, fiquei igualmente surpreendido pelo pronto apoio do Bloco de Esquerda, mastiguei durante os últimos dias estas surpresas e tomei uma decisão que nesta hora concretizo:
ANUNCIO, INFORMALMENTE, A MINHA CANDIDATURA ÀS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS.

Acompanhe neste blogue os desenvolvimentos desta surpreendente candidatura..