sexta-feira, 16 de julho de 2010

A grande marcha do candidato

Imagem do Fliscorno


Enganam-se os que pensam que alguém pode parar esta fuga para a vitória.
Como candidato vou jogar mais uma cartada que tenho na manga.
Voltarei vitorioso.
Esperem uns dias.
Só pararei onde Portugal acabar.
Espero milhares e milhares de pessoas seminuas à minha espera!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Os soldados também sabem discursar

Anda por aí este vídeo:
"Discurso de um soldado americano, (vejam antes que o vídeo seja banido da net.) O soldado apareceu morto meses depois do discurso. A autópsia revelou ter sido um ataque cardíaco ( depois de um discurso desses, é difícil acreditar em ataque cardíaco. A menos que tenha sido provocado... não seria de estranhar)"

terça-feira, 13 de julho de 2010

Mais uma grande não apreensão de droga

922 carros?! Isto é um país ou é um cartel?! Anda tudo drogado?!
A palavra ao Corta-Fitas:
A compra pelo governo de 922 automóveis para seu uso entre 2008 e 2010, os piores anos da crise gerada pelos socialistas e agravada pela crise internacional;
A miseravelmente enganadora e profundamente triste explicação do governo de que se trata, não da compra de carros, mas de «actualização do inventário»;
A ideia profundamente socialista de que na compra de 922 automóveis de luxo novos para uso dos governantes não se gastaram dezenas de milhões de euros, mas antes se «pouparam» 3 milhões (em relação ao gasto maior que poderia ter acontecido, reparem), porque a compra foi feita centralizadamente;
...
Mais trágico do que o facto é existir eleitorado que o tolera! Eles consomem coca não apreendida, o povo consome o ópio nosso de cada dia!

domingo, 11 de julho de 2010

Mega, giga e tera-agrupamentos

Mega, giga e tera-agrupamentos criados por micro, nano e pico razões.
Já estamos habituados a que o governo apresente razões esfarrapadas para as medidas mal pensadas com que vai desgovernando. Em muitas delas, a motivação “poupança” é logo posta em cima da mesa, negada por pudor político pelos ministros mas atirada pavlovamente por oposições, partidários e populaça, o que acaba por jogar sempre a favor do governo:
- Pois é pá! Não há dinheiro! Os gajos têm de cortar em algum lado!

E assim se diz também no caso dos mega-agrupamentos escolares. Ora, para mim, essa aqui não pega. Nada se poupa na criação de entidades administrativas com 3000 alunos e 600 professores, é mais fácil alimentar uma capoeira do que um monstro, uma vara do que um “Vara”. A razão esfarrapada da parte do governo é que esta medida vai permitir que um aluno entre num agrupamento com 3 anos e só de lá saia aos 20. É a imobilidade escolar dos filhos a compensar a mobilidade laboral dos pais.

Dizem alguns que por detrás desta medida está a intenção de esvaziar o significado histórico da escola pública, esvaziando o conceito formativo de escola e promovendo a entidade inócua e plebeia do agrupamento/ajuntamento. No futuro não se perguntará “em que escola estudaste” mas “em que agrupamento andaste”. Como não acredito que exista no partido alguém com profundidade ideológica para tanto, não vou nessa.

Outros, dizem que tudo isto está a ser feito meio em segredo e à pressa para criar o cargo de grande director, com direito a motorista e reforma vitalícia, e arranjar lugar para a "boyzada" antes que a vaca mude de quintal. Um partido referenciado nos valores irrepreensíveis que vão de Mário Carlucci Soares a José Pinto de Sousa, de alcunha o Sócrates, nunca faria uma patifaria dessas.

Ora, na minha suína opinião, este é mais um caso que indicia a chegada de um carregamento de coca a Lisboa. Isto é mais ou menos assim:
Enquanto a malta da rua se organiza em gangs, fuma uns charros e diz:
- Eh pá, há muito tempo que não vamos fazer merda ao Mega-Bar! Vamos lá hoje virar umas cadeiras?
A malta da alta dos corredores da Alçada Rodrigues, snifa uns pós e
- Eh pá, há muito tempo que não damos uma golpada na educação! Tens alguma ideia?!
- Eh pá, que tal se desfizéssemos os agrupamentos feitos há dois anos e fizéssemos mega-agrupamentos?
- Porreiro pá! O “mega” dá um toque de novas tecnologias à coisa e é medida para aquecer sindicatos, presidentes de junta e divertir a malta!
- Este pó dá cá uma pica!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

E se metessem o chip no

Os senhores podem portajar,
as estradas, os carreiros e as pontes,
as fontes, os rios e as praias,
os campos, as manadas e os estrumeiros,
as saias da vossa mãe e o cu dos vossos santos tios.

Podem portarjar também senhores,
os castelos, os túmulos e os museus
as igrejas, os túmulos e os mausoléus,
os hospícios, os hospitais e os parques,
as hortas, os tomates e os ceús.

Ponham portagens em todos os carreiros,
nas "ás", nas "bês" e nas "icês",
para vespas, cavalos e ovelhas.
Mas não me acabem com os portageiros,
nem me ponham chips nas orelhas.

É que eu gosto da oralidade de dizer e ouvir "bom dia" durante a viagem
e, só para isso, vale a pena encontrar uma portagem.

Prefiro a medicação oral e ouvi dizer que os chips são ogivais!
Pronto, está-me a dar para isto, estou quase a dar com o título,
não escrevo mais!....

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Portugal foi iluminado?!

Nestes últimos dias não tenho feito nada porque não tenho tempo para nada, não tenho pensado porque não tenho cabeça e não tenho dado de comer ao blogue porque não.
Hoje, ouvi falar por toda a a parte que Portugal foi iluminado pela Espanha. A princípio pensei que tinha a ver com o mercado ibérico de energia. Só mais tarde percebi que se tratava de um jogo da bola! Um tipo que não percebe nada da gíria futebolística pode ser homem?
Agora percebo porque, à noitinha de ontem, a minha vizinha me perguntou, quando me viu de mangueira na mão:
- Então anda a regar e não vê Portugal ?!
E eu na minha inocência, convencido que era mais uma das suas desajeitadas tiradas:
- Não vejo outra coisa à minha volta! Nem que subisse ali à serra de Sicó, só veria território nacional! Já enjoa!
Agora percebo outro zum zum! De facto, não fazia muito sentido aquilo que percebi noutra conversa, que o Eça de Queiroz tinha tirado o Victor Constâncio do banco de Portugal! Não, tudo está relacionado com um jogo da bola que uns rapazolas de ambos os países jogaram e, ao que parece, os portugueses foram iluminados!
Só não percebo é como é que esta gente, cujo gosto musical passa por um estranho instrumento que tem o sugestivo nome de vulvadela, que passa a vida a repetir o ordenado do Futre e a contar cromos do mundial e  cuja principal receita para resolver o problema nacional passa pela soberania do rei de espanha, se sente quando, na terminologia deles, Portugal joga com Espanha! Então ó gente, se fosse tudo junto como é que poderia haver o jogo?! O melhor é continuarmos separados para poderem ver o Portugal-Espanha.
Estas coisas digo eu que de futebol apenas sei dizer que a bola é redonda e que de Portugal sei que é o segundo maior país da Península Ibérica.

Entretanto, continuamos à frente da Espanha, não temos regiões mas, como estamos em crise, temos dois primeiro ministros e o Mário Soares, os três iluminados.


domingo, 20 de junho de 2010

Rica prenda

- Pai, vou fazer anos, ofereces-me um MP4?
- Um MP4? O MP4 dar-to-ei quando casares ou mesmo que não cases, desde que não te “celibates” por optares pela vida religiosa!... Um MP4?! Porque não um hamburguer?!
- Lá tás tu outra vez com a tua mania de que as prendas têm de ter utilidade!
- Pois desta vez vou oferecer-te uma inutilidade, uma coisa que apenas servirá para te lembrares sempre de mim, algo que mostrarás aos teus netos e os teus netos aos seus netos, fazendo sempre referência ao antepassado "eu"!

E assim foi, falei a uma retroescavadora e fui a um sítio do vale onde jazia uma pedra cilíndrica, grande demais para ser marco, pequena demais para ser menir. Ou melhor, um grande marco para assinalar um aniversário, um pequeno menir para sinalizar uma geração.

A máquina ergueu o monumento no quintal, chamei a moça, abraçou a prenda e gritou de emoção:
- Tenho um menir! Tenho um menir!
A moça já é uma rapariga, sabe o que é um menir e sai aos seus, gosta de coisas simples e também tem uma pedra!

A foto da cerimónia:
Adivinhem quantos anos fez?! Quem adivinhar pode casar com ela… se ela quiser! Mas que não seja pelo MP4!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Coisas da minha mãe (2)

No final dos anos sessenta um rapaz ia para França trabalhar e, ao fim de poucos anos, fazia uma casa estilo “maison” com janelas “a la fenêtre”, organizava uma festa de casamento de três ou quatro dias e partia de novo levando consigo a rapariga com quem se havia escrito.

Como quase toda a gente lá da aldeia, eram primos afastados mas só por especiais afinidades a minha mãe acedeu ao convite. Pela dimensão da boda anunciada, a visita aos noivos devida iria esfrangalhar o magro orçamento familiar. Lembrou-se então de uma das dela. Para reforçar o montante da visita, ofereceria ainda um par de galinhas, sabendo de antemão que a casa nova não tinha capoeira e que, nessa situação, a noiva teria das ir entregar à guarda da sua mãe.

E assim foi, entregue a cesta, a rapariga pegou nela agradecida e, toda contente e ao ritmo dos caracácás, dirigiu-se à sua casa de solteira:
- Oh Mariazinha mas eu estou a reconhecer estas galinhas! Estas galinhas parecem-me das minhas! Quem tas deu?
- Foi a mãe do João!
- Não digas mais, está tudo dito! Deixa lá que não as pôs em saco roto! Hei-de pregar-lhe uma partida que ela nunca mais irá esquecer!...
E era assim que se fazia alegre a vida!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Coisas da minha mãe (1)

Levantava-se muito cedo, isso sim, três, quatro, cinco da manhã para ir para a Lisboa, para a Beira Alta, para a Beira Baixa. Chegar tarde era raro. Se tal acontecesse aguardaríamos de orelhas esticadas o apito poderoso da Scania a anunciar a sua entrada na aldeia e a pedir ceia na mesa. No pior dos cenários, a Maria Rosa, do posto de telefone público, a dar o recado de que lhe tinha telefonado a dizer que só viria no dia seguinte porque a camioneta teria ficado atolada nas lamas de Mação.
Mas o vício da sueca, às vezes, também fazia das suas.
- Já que o pai nunca mais chega vamos comer nós, meninos!
Agradecida a refeição ao Pai do Céu, a mulher pôs-se a preparar a do pai da casa. Composto o tacho das migas, aconchegou-o com os frascos de condimentos e utensílios que habitualmente a compunham, a alcofa do almoço para o trabalho.
- Vem comigo João! Guardas-me o medo! Vamos levar a ceia ao teu pai à taberna!
E lá fomos ambos, ladeira abaixo, surpreender os quatro fregueses que, sentados nas únicas quatro cadeiras, à volta da única mesa do estabelecimento, batiam as cartas tão aficionados que nem pela fome davam.
A chegada de mulher e filho, marcou surpresa, concentrou olhares mas não anunciou grandes problemas:
- Ah mulher do diabo! Não me digas que lhe vens bater?!
Quando a alcofa pediu lugar na mesa, as gargalhadas interromperam definitivamente a jogatana mas o esposo não se sentiu troçado, antes se dispôs de imediato à refeição e largou orgulhoso aos companheiros uma cara que perceptivelmente queria dizer “vocês gostavam de ter uma mulher assim!...”
- São servidos?!
- Vamos mas é acabar com isto que se a minha vier traz é a vassoura!
Eis senão quando, depois do entusiasmo das primeiras garfadas se sentiram umas couves cruas entre os dentes para logo de seguida se descobrir que só por cima a comida era de gente. E, sem pensar no que dizia:
- Ah mulher dum cabrão que querias que eu comesse a lavagem do porco!
Com mais um coro de gargalhadas, comentários e impropérios, compôs-se a partida e regressámos ao lar todos bem dispostos.
E era assim que a vida se fazia alegre!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Estou farto do "obviamente demito-o"

Ó Nobre, isso são banalidades! O que é ferir os altos interesses da nação? Onde é que está o risco? Esse "obviamente demito-o", na sua forma original, foi dito incondicionalmente!
Dito dessa forma, antecedido de interesses subjectivos e riscos às curvas, não diz nada! Um tipo pode dizer que "não sabia e sabia" e isso não ser considerado mentira em nome da estabilidade política. O Cristiano Ronaldo não terá perfil intelectual para querer conhecer o Nelson Mandela mas se ele disser que foi o Mandela que o quis conhecer é porque o foi e não o obrigará a fazer figura de Chico BuarqueMas mesmo que Cristiano Ronaldo tivesse mentido poderia continuar a jogar na selecção. Um primeiro ministro é que nunca! Poderia não ter ferido os altos interesses da nação porque a nação já está calejada, poderia não ter pisado o risco porque está habituado a saltá-los, mas no fim de tantas, esta faria a manchete: "Desmentido de cantor provoca demissão de governo".
O senhor Nobre teria sido claro e provaria estar à altura deste seu adversário se dissesse:
"Nas actuais circunstâncias eu demitiria o governo".
Porque sei que existem alguns portugueses que ainda não decidiram se vão votar Pata Negra ou Fernando Nobre vou ser mais claro:
Se eu ganhar as eleições, como espero, quando levantar a caneta da tomada de posse, virar-me-ei para o primeiro ministro e direi em directo:
- E tu pá, estás demitido!
Se nenhum outro candidato tem esta frontalidade é bem possível que daqui a uns meses eu tenha de mudar de casa!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A bola é redonda

nós que... acabávamos os trabalhos de casa à pressa para ir jogar à bola;
nós que... éramos obrigados ao "guarda redes avançado" ou a "quem tiver perto defende".
nós que... obrigados a "guarda redes avançado" perguntávamos "e passar de meio campo vale?";
nós que... quando se faziam as equipas se fossemos escolhidos em primeiro sentíamo-nos os maiores;
nós que... sendo escolhidos em último estávamos destinados a ir à baliza;

nós que... tínhamos sempre um apelido de um jogador importante para nos sentirmos mais fortes;
nós que... quem chegar primeiro aos 10 vence;
nós que... fingíamos não ouvir as nossas mães a chamar quando começava a ficar escuro e depois havia sempre alguém que dizia "quem marcar ganha!" mesmo que o resultado tivesse em 32-1;
nós que... vivemos o terror das botas caneleiras;
nós que... tínhamos ténis sem marca que faziam bolhas nos pés;
nós que... percebíamos o sentido das camisolas alternativas quando víamos TV a preto e branco;
nós que... tínhamos de deixar jogar o dono da bola mesmo que fosse uma nulidade e não quisesse ir à baliza;
nós que... "falta um, posso jogar?" ... "é pá não
 sei, a bola não é minha...";
nós que... "posso entrar?" ... "tens de encontrar um par porque se não ficamos com um a menos";
nós que... as balizas eram feitas com o que houvesse à mão;
nós que... mesmo vivendo um pouco longe uns dos outros, saímos sempre de casa com a esperança de encontrar os amigos com a bola debaixo do braço....
O essencial deste texto  circula pela web com diferentes adaptações sendo difícil identificar o autor. Pareceu-me honesta a referência que liga a sua origem à tradução de um e-mail em italiano. Eu também abusei mas deixo o mérito ao autor desconhecido que, se der por isto, que se acuse!


agora o futebol é outro, muito mais interessante e alienante,
agora praticamos o desporto, de média na mão, frente à TV,
agora é muito importante saber quanto ganha o jogador, 
- é também muito importante que o puto tenha como referência o Cristiano Ronaldo!
- o puto não dá na escola mas ia ser um grande jogador se não fosse uma lesão!

há violência?! paciência!
há corrupção?! onde é que não?!
é ópio do povo?! é ócio e distracção!
é só para homens!? também o sacerdócio! 

nos próximos tempos estamos todos a olhar na direcção do Cabo das Tormentas a pensar em Portugal, como se Portugal se reduzisse a uma equipa de futebol, como se fosse possível cumprirmos aí nosso sucesso pessoal e colectivo.
Não confundam futebol com patriotismo! Estou-me nas tintas para o lugar de Portugal no festival da canção!
Estou-me nas tintas para o futebol! Serei pouco homem?!

sábado, 12 de junho de 2010

Incensurável mentira

2Ele disse que não sabia e sabia, isso não quer dizer que tivesse mentido. Até porque, se tivesse mentido, nasceria outro mentiroso que disse que apenas censuraria a mentira "do que disse que sabia e não sabia" mas que se absteria de censurar a moção de censura que censurava o caminho da estagnação económica, do retrocesso social e da liquidação da soberania nacional. 
Isto é, chegámos a uma situação em que, em nome da estabilidade política mais vale ter no poder um homem que diz que não sabe e sabe dumas coisas, do que um outro que, tal como ele, diz que sabe de soluções económicas e sociais para Portugal e que, tal como ele, escolhe o caminho das políticas económicas que se fazem com o sacrifício das políticas sociais.
Espremido este texto julgo que exprimi a opinião que também sou pela estabilidade política. A não ser que amanhã acorde num país em que as pessoas não suportem ser governados por gente que não mente e  que habitualmente falta à verdade.
Enfim,
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro [.]
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. [.]A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos [.] sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, [.]vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso ,pela razão que alguém deu no Parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

quinta-feira, 10 de junho de 2010

10 de Junho - Condecorem-me porra!

Ai estas carinhas, estes portes, estes fatos, estas satisfações mútuas, estas palmas, este público, este país! Eu nunca vi pátria assim tão pequena e com tantos feitos!

Olha quem está ali! O omnipresente, o opinador geral da república, o especialista de generalidades! De manhã está numa escola  a falar sobre preservativos, à tarde no grémio a falar sobre touradas, à noite na TV a falar sobre os capacetes das forças de segurança e durante a noite a escrever sobre o caso Esmeralda ou sobre as qualidades do presidente da Câmara de Santarém. Nem sei como consegue arranjar tempo para ser condecorado.
Juro que me pus ao poste por ser 10 de Junho, que escolhi este vídeo porque gosto da música e abomino os actores.  Deus está em todo o lado e o Moita Flores pode aparecer por lá. Portanto, é-me difícil justificar que não esperava encontrá-lo aqui! Veio mesmo a calhar, era para servir o filme cru, não era para escrever nada que já é tarde e já escrevi!
- Oh querida que horas são?!
- Olha, pergunta ao Moita Flores!
- Não tenho o número dele!
- Não faz mal, ele tem o teu!
Vou acabar por aqui, tenho de ir atender!

Vídeo amador do blogue http://aventar.eu

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tirem os vossos filhos do conservatório!



Angolana?! O tipo que colocou este vídeo no youtube devia ser amarrado às cordas do violão! Segundo alertou o amigo Salvoconduto: "Ao que parece de angolana não tem nada, nem o sexo, uma vez que se trata de um homem, Ronnie de seu nome e do Botswana".

domingo, 6 de junho de 2010

Governo é criminoso ou tem o fecho aberto?!

Imagem daqui

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O governo não é o Estado. Falar do governo em abstracto favorece e iliba as criaturas que o compõem. Esta gente tem nome e a sua governação tem contornos criminosos: estão a acabar com o interior do país!

O Pintainho Sousa com os seus Sousa, Soares, Santos, Pedros, Pereiras, Augustos, Silvas, Silveiras, Teodoros, Vieiras,  Marias, Marianos, Valentes, Lacões, Mendonças, Alçada e toda a cambada, chegaram num bando de audis pretos à vila de Adantes e foram recebidos em passadeiras vermelhas protegidas do vento, por vasos de flores de plástico e com palmas de galinhas amestradas.
O mestre Pintainho falou:
- Em nome da melhoria da vossa qualidade de vida, da melhoria da qualidade dos serviços prestados, da melhoria da qualidade de acesso aos serviços, dos serviços com qualidade melhorada, da qualidade melhorada de serviços, venho anunciar-vos um conjunto de medidas que visam combater a desertificação do interior e comprovam o investimento que o governo faz na melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem no interior:
1º- Vamos fechar a escola
2º- Vamos fechar o hospital
3º - Vamos fechar o centro de saúde
4º- Vamos fechar o quartel
5º- Vamos fechar a esquadra
6º- Vamos fechar o cartório e o tribunal
7º- Vamos fechar as empresas e as pocilgas
9º - Vamos fazer aqui uma reserva ecológica e dar incentivos ao arranque da vinha e do olival
10º- Passará nestes campos uma auto-estrada com um nó a 20 Km daqui
10º- Quando houver disponibilidade orçamental faremos aqui um lar de idosos.

Seria criminoso que não tomassemos estas medidas. 

E as galinhas contentes bateram palmas, cortaram fitas como nas inaugurações e foram todos viver para a cidade de Adagora. A seguir veio o mestre Coelhinho e ouviram em Adagora, o mesmo discurso que o Pintainho lhe tinha lido em Adantes. Ficaram à toa mas ficaram na mesma contentes e então foram todos viver para Adalisboa.
Em Adalisboa há escolas, hospitais, quartéis, esquadras, tribunais, cartórios, pontes, transportes, empresas, empregos e, quando as pessoas querem ver a natureza, podem sempre passear pela auto-estrada e ver Adantes ao longe, a sonhar com o dia em que terão qualidade de vida para poderem irem passar os últimos dias da vida àquela vila onde, segundo ouviram dizer, existe um lar.
Entretanto, não tarda, mais Coelho, menos Pinto, em Adantes vive apenas um casal holandês e em Adagora o Presidente da Câmara queixa-se que já não tem eleitores.

O autor deste texto, residente em A-dos-Bácoros,  jura solenemente que não sabe onde fica Adantes e que o Chico Buarque nunca o convidou para tomar um café em sua casa.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A caminho de Belém

Escolhi-me para vosso rei, vós escolher-me-eis para vosso Presidente!
Não farei a figura triste da figura alegre que diz que fará e, ao mesmo tempo ,diz que quem pode fazer é o governo. Não terei a nobreza de mudar a minha dedicação aos outros dos confins para Belém. Não serei cavaco porque seria incapaz de pernoitar com maria.

A minha candidatura não está adormecida, eu é que tenho sono! Pedem-me ideias, promessas, programas, manifestos!... Ainda não perceberam, eu quero ser apenas o Presidente!

1- Quando eu for presidente dormirei nas arcadas da Praça do Comércio e lá deixarei toda a frota automóvel com a chave na ignição.
2- Quando eu for presidente comerei sandes de fiambre e nos faustos jantares haverá apenas vinho e pão.
3- Quando eu for presidente todos os soldados que andam em missões em países de que o povo não sabe o nome serão mobilizados para beber sagres e apanhar sol na costa.
4- Quando eu for presidente irei, como discreto cidadão, na manifestação.
5- Quando eu for presidente demitirei de imediato o governo porque quem vai mandar sou eu.
6- Quando eu for presidente não haverá perto de mim nenhum cabrão.
7- Quando eu for presidente não irei à europa porque a europa é aqui.
8- Quando eu for presidente acabarei com o dinheiro que não existe.
9- Quando eu for presidente a minha companheira nã será primeira dama porque esse assunto é meu.
10- Quando eu for presidente os meus amigos terão razões para contentamento e os meus inimigos irão viver para o Brasil.
 
Vota em mim! Não tenho ideias nem discurso articulado! Sou do povo! Sou porco no sentido poético do termo! Não tenham medo alguns! Tenham medo outros! A candidatura vai de estrume em popa!
Não me peçam ideias, nem promessas, nem programas, nem manifestos! Quem vos pede sou eu: votem em mim! Mudem o rumo da pocilga!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O Acto

Eu falei que isto ia dar merda! Postei isto em 9 de Julho de 2007. O estuário do Tejo, Lisboa, o país, nunca mais foram os mesmos. Não está actual e tudo indica que já passou o orgasmo.

Legenda: não tenho pincel para mais.

Eles estão aí
Tomando posições, ocupando lugares, arrastando cadeiras!
Uns assistem, outros dão assistência,
Uns apontam notas, outros apontam o dedo!

A televisão é a ordem, a informação a fonte segura!
A estátua é outdoor, a acção é a comitiva,
A lei é o fax, o estudo, a circular!
Eles estão aí!
“Senhores à força, mandadores sem lei”…
Sócrates vive a sua grande noite! O seu acto! O país vive as trevas do seu eclipse.
A virilidade do traste está à prova. É evidente o recurso ao "viagra"! A sua esterilidade é evidente!

Há rapazes de fato preto e aprumado empunhando as velas, preparando clisteres, agarrando as toalhas, afiando as línguas, castrando os cavalos, puxando as cortinas, ligando holofotes, apagando luzes, para que Sócrates possa foder a nação! São os mordomos de companhia!
Eles andam por aí!
"São os mordomos do Universo todo"

Já ocuparam as sedes, as escolas, os jornais e a repartição!
Entram pelos arraiais de microfone ao alto,
estão na paragem auscultando a conversa,
carregam as urnas das suas vítimas,
selaram as urnas das suas escolhas.
Eles estão em toda a parte e veem na noite!
"Dançam a ronda no pinhal do rei"

A legitimidade das sondagens assegura à nação uma longa e escura noite!
Muitos preparam-se para ficarem acordados! Muitos adormecem embalados!
Uma madrugada destas a praça imunda viverá a ressaca e concluirá acerca da inutilidade da festa grande!

A arrogância da corja de Sócrates sedimenta-se na ideia da perpetuidade da sua grande noite! Os boys vão assegurando lugares seguros e reformas generosas.

Já só tenho ideias e sentimentos a granel! Entrei no estado de revolta! Acredito que em certas intimidades se esteja preparando a revolução!
Tenho de ir dormir! O acto de Sócrates é uma violação!
O seu governo está para a democracia assim como a pornografia está para o amor!

A falsa nobreza da classe da classe política! Um ciclo com fim em si mesmo!
"Vêm em bando com pés de veludo"
Eles andam por aí!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Centenas de manifestantes

O que querem, porque vão, quem são, de onde são, quantos são. Estará fora da realidade o espectador que se interrogue sobre o que querem. Será pouco informado o jornalista que lhes pergunte porque vão. Não saberá o que é o povo quem perguntar quem são. Será do SIS quem se interessar por de onde são. 
Mas o que dizer do orgão de informação que dá título à notícia assim: "Centenas manifestam-se contra políticas do Governo (DE)"??


Juntaram-se 299 999 almas em Lisboa, mal foi notícia. Fosse em Madrid, Atenas, Fátima, ou se o Benfica tivesse ganho o Mundial haveria cobertura e reportagem, directos e indirectos, prós e prós, quadraturas, miguéis, marcelos, metê-los!...
Juntaram-se em Lisboa 299 999 mulheres e homens e a notícia quase não o era. Se um touro manso  passeasse no Rossio ou um alpinista escalasse o Marquês, o país inteiro teria de ouvir das boas!

Fazer que não se ouve, fazer que não se vê, fazer que não faz mal, dar ao desprezo: eis a estratégia. 
Os senhores, podem trocar 299 999 votos por 30 moedas de ouro de Bruxelas, podem trocar os mimos dos belmiros pelos sacrifícios que pedem a quem sempre os fez, podem até ter garantidos 40 anos de poder! Mas não esperem por outro Abril, desperdiçaram o último!
Estes 299 999 são muitos mais e atrás destes vêm muitos outros que vossas excelências vêm multiplicando todos os dias.
Por agora, saem à rua ordenados, segundo as regras da sua, vossa, democracia mas vem aí o tempo em que perante a pobreza, a ostentação, o desprezo, a arrogância, a humilhação, perderão as estribeiras e a contenção!
Os senhores aprofundam agora o caminho rumo ao inevitável império do mercado. Mas na Grécia a Revolução já começou, sem regras, incontrolável e incompreensivelmente com razões!
.
299 999 senhores jornalistas! 299 999 e não um homem que não quis pagar a conta num bar das Portas de Santo Antão! 299 999 porque a mim ninguém me conta,

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Amanhã sou todo Ave Nida

Porque amanhã é dia 29 de Maio só voltarei lá para meados da semana
Quem sabe se com uma palavra de ordem
Quem sabe se com uma foto
Quem sabe se com uma canção
Quem sabe se com um poema
Quem sabe se com mais um amigo
Quem sabe se apaixonado
Quem sabe se enfeitado
Quem sabe se com o nariz partido
Quem sabe se mais revoltado
Quem sabe se mais confortado
Quem sabe se saciado
Quem sabe se mais gordo
Quem sabe se mais magro
Quem sabe se num caixão
De certeza que voltarei cumprindo uma frase minha:
"tudo vale a pena se a alma não é pequena"

Não tenham medo, eu vou à frente!
(este post começou a ser comentado há três anos, espero que o seja por muitos mais)