Não sei se alguém o disse, ou se apenas sou eu que o digo, que o progresso tecnológico da humanidade tem como três principais marcos as invenções da roda, da máquina a vapor e do transístor. Se as duas primeiras são fáceis de entender pelo senso comum já a terceira, regra geral, é aceite mas não compreendida.
Talvez uma explicação caseira ajude a perceber os mais desentendidos na coisa tecnológica, o papel do transístor no nosso quotidiano. Pelo menos é essa a intenção.
O transístor foi inventado no final da década de 40 e, de então para cá, tem sido a peça central no desenvolvimento tecnológico que nos envolve, de tal forma que, podemos dizê-lo, qualquer lar dos tempos de hoje tem em casa milhões de transístores, no limite da ignorância, sem saber o que é isso.
O transístor não tem duas nem quatro patas, tem três terminais - base. emissor e colector - e, na versão mais vulgar, é internamente constituído por três camadas de silício dopado com elementos de composição electrónica distinta.
O transistor, na sua função tradicional, tem a capacidade de amplificar/ampliar um pequeno sinal, como o que é captado por uma simples antena ou por um microfone, à custa de uma corrente de alimentação (por exemplo de uma pilha).
Em modo, incorrecto na linguagem técnica mas de percepção mais compreensível para o leigo: imaginem que uma nota musical entra pela base, o transístor vai buscar corrente eléctrica à pilha pelo emissor e adiciona-a, amplificando-a e fornece-a no colector (espero que nenhum técnico, daqueles que ninguém percebe nada do que eles dizem, vá ler este post porque certamente iria reprovar a minha simplificação).
E este é o processo básico que torna audíveis e visíveis sinais eléctricos que andam pelos ceús e pelos cabos em absoluto silêncio.
Mas foi a função do transístor como comutador/interruptor que viria a revolucionar as nossas vidas com o aparecimento dos computadores e das tecnlogias digitais. É que, além de poder amplificar, o transístor, consoante tenha ou não corrente na base, conduz ou não conduz, liga ou desliga, isto é, comuta, permitindo, neste haver e não haver corrente eléctrica, a transmissão de informação em uns (1) e zeros (0), isto é, codificada. Se for um "A" o código pode ser 1000001 então o transistor terá de, sucessivamente em tempos sincronos, conduzir (1), não conduzir (0), não conduzir (0), não conduzir (0), não conduzir (0), não conduzir (0), conduzir (1).
Não sei se ajudei! Talvez tenha baralhado! É que um computador tem milhões de transistores para brincar com um simples "A".
O transistor, na sua função tradicional, tem a capacidade de amplificar/ampliar um pequeno sinal, como o que é captado por uma simples antena ou por um microfone, à custa de uma corrente de alimentação (por exemplo de uma pilha).
Em modo, incorrecto na linguagem técnica mas de percepção mais compreensível para o leigo: imaginem que uma nota musical entra pela base, o transístor vai buscar corrente eléctrica à pilha pelo emissor e adiciona-a, amplificando-a e fornece-a no colector (espero que nenhum técnico, daqueles que ninguém percebe nada do que eles dizem, vá ler este post porque certamente iria reprovar a minha simplificação).
E este é o processo básico que torna audíveis e visíveis sinais eléctricos que andam pelos ceús e pelos cabos em absoluto silêncio.
Mas foi a função do transístor como comutador/interruptor que viria a revolucionar as nossas vidas com o aparecimento dos computadores e das tecnlogias digitais. É que, além de poder amplificar, o transístor, consoante tenha ou não corrente na base, conduz ou não conduz, liga ou desliga, isto é, comuta, permitindo, neste haver e não haver corrente eléctrica, a transmissão de informação em uns (1) e zeros (0), isto é, codificada. Se for um "A" o código pode ser 1000001 então o transistor terá de, sucessivamente em tempos sincronos, conduzir (1), não conduzir (0), não conduzir (0), não conduzir (0), não conduzir (0), não conduzir (0), conduzir (1).
Não sei se ajudei! Talvez tenha baralhado! É que um computador tem milhões de transistores para brincar com um simples "A".










