quinta-feira, 28 de julho de 2011

Leitão da Quinta

Já me tinha esquecido que era quinta, julgava que era sábado. Sou um sujeito de compromissos banais. Comprometi-me em dar leitão à quinta e todas as quintas aqui estarei com porco.
Ah! Pois!... Depois do "e tudo o vento levou", este filme deve ser dos mais conhecidos entre nós. Veio-me parar aqui de outros tempos deste reino. O argumento é este: dinossauros da política?!
Visto de dentro, da direita para a esquerda, Cavaco, Passos e eu. Com que então dinossauros?! E que dizer daquele rei que come cebolas ao pequeno almoço?!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Suspensão da avaliação dos professores

Cá por coisas, nunca foi meu hábito falar por aqui de educação. Mas, porque me deslizei na mensagem anterior, porque sinto um silêncio ensurdecedor, vou escrever.
Há pouco mais de dois meses a votação parlamentar de projectos parlamentares pela suspensão do actual modelo de avaliação de desempenho de professores, deu tema aos jornais, fez desfilar a boca de comentadores, entusiasmou blogues do ramo e até foi discutido em cafés e em salas de professores.
Hoje,  sobre a votação de diplomas idênticos, em situações idênticas, paira um silêncio suspeito! Idênticas, quer dizer, o governo já não é o mesmo e, pior que isso, já nem há sinais dos tradicionais opinadores. No parlamento foi assiml:
- O PCP, igual a si próprio, adaptou às circunstâncias um novo diploma e desmascarou o PSD.
- O BE, como é seu hábito, pegou na iniciativa do PCP e acenou aos media.
- O PS, com sentido histórico, deixou claro que continua a não ir com os professores.
- O CDS, à sua maneira, desenfiou um nim para não desagradar ao noivo.
- O PSD, igual a si mesmo, confirmou que ganhou o jeito de desdizer o que dizia há meses.
Para os que votaram contra e para os conformados do senso comum, o argumento é que estamos no fim e já vem aí outro modelo para avaliar os malandros dos professores. E fico com o exemplo de Santana Castilho que é mais ou menos assim: "se a receita está errada é sempre um erro tomar a dose até ao fim".

domingo, 24 de julho de 2011

Relatório de auto-avaliação preenchido

Professores não querem ir para férias sem fazer o seu relatório de auto-avaliação.
Não tenho uma boa notícia mas tenho um bom e-mail que recebi:

Pessoal, tenham calma, passem o fim de semana como se não fossem professores, não entrem em paranóia, não se enervem com a elaboração do relatório de auto-avaliação. Na próxima quarta-feira, 27 de Julho, vai ser votado na Assembleia da República o diploma do PCP pela suspensão do modelo de avaliação dos professores e, contrariamente ao que muitos dizem, pode ser que o PSD não seja igual ao PS e mantenha a posição que tinha há três meses atrás.
O relator


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cimeira do Euro

- Querido, hoje fui ao mercado e ganhei 10 euros!
- Vendeste o cão?!
- Não! Comprei uma saia por 20 euros que a semana passada custava 30!
- Ora! Tu devias era usar calças!... Como os homens!
E isto tudo por causa de uma notícia que avançava que Portugal ganhou hoje não sei quantos milhões porque os juros desceram não sei quantas décimas!...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Leitão da Quinta

Neste tempo em que os porcos triunfam deitando sobre as nossas vidas os seus dejectos, que o povo derrame sobre eles a sua sabedoria e os engorde para depois, os sangrar!!!....
Ghibli
A cada porco o seu ditado:
Porco fresco e vinho novo, cristão morto.
Porco magro é que suja a água.
Porco que tem fome, sonha com bolota.
Porco rabão nunca enganou o patrão.
Porco safio, porco de brio.
Porco velho não se coça em pé de espinho.
Porcos com fome, homens com vinho, fazem grande ruído.
Porco fiado todo o ano grunhe.
Porca de um ano, cabra de um mês, e mulher dos dezoito aos vinte e três.
Em Janeiro, um Porco ao sol e outro ao fumeiro.
Morto por morto, antes a velha que o porco.
Mulher que assobia, ou capa porcos ou atraiçoa o marido.
Quem com farelos se mistura, porcos o comem.
Quem com porcos sonha, até o mato lhe ronca.

Ainda a  propósito dos que nos governam:
"Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem." (Mt 7:6)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Lembrei-me de Torga

Lembrei-me agora que não me lembra a primeira vez que ouvi falar de Miguel Torga. Mas lembrei-me dele e...

Tive, no liceu, um professor de Português, residente em Coimbra, que se aventurou a conseguir de Miguel Torga uma entrevista cujo fim era fazê-la ouvir aos seus alunos.
E lá estou eu tão perto de Torga, de ouvido esticado, a tentar perceber do som fanhoso da cassete rasca, umas ideias – já mais que carcomidas pelos anos – acerca do lugar de um Deus incerto, numa certa existência, enfim, coisas que nos interessam tanto na adolescência. Ficou pelo menos a recordação do episódio, a proximidade e dedicação exclusiva dos trinta minutos do Poeta para uns trinta da turma – para o caso convém acreditar que o bom professor teria só uma turma – e uma simpatia continuada pelo nome impresso Miguel Torga.

Já nem vou falar pelas passagens na Portagem de Coimbra – sítio onde devo já ter passado em todas as horas das vinte e quatro que têm os nossos dias – em que havia tantas vezes uma voz mais poeta, pacata ou etilizada que dizia:
- Olha! Aquela é a janela do consultório do Miguel Torga!

Anos mais tarde, um amigo, missionário jesuíta em Moçambique, pediu-me a mim e à 4L para o acompanhar na recolha de uma encomenda nas oficinas da diocesana Gráfica de Coimbra. O padre gestor conhecera-o em Maputo e a caridade dera-lhe para a oferta dos títulos de direito que quisesse para enriquecer a biblioteca do colégio africano. Confessou-me, o amigo, que era na formação da advocacia a sua aposta, por ser a de mais interesse na desejável ligação da Igreja à coisa política.
E lá entrámos nós oficina adentro,
- Podem levar os que quiserem desde que não estejam em paletes completas!
Nunca na minha vida havia estado no meio de tanto livro e tragédia maior nenhum do meu interesse. Minto, de encadernação modesta, capa branca, “Miguel Torga – DIÁRIO – XII – 3ª edição revista – Coimbra”, aos montes.
Era a oportunidade de fazer a cobrança do meu frete, os amortecedores de traz em baixo, mas pelo menos seis exemplares não os poupei aos padres, por direito!
Serviram-me para oferecer de mão beijada quatro e tenho agora dois, acabo de verificar. Dois filhos. Pelo menos aí não deve haver contenda na divisão da herança! Como eu me orgulho deste roubo!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Se quisermos podemos voar



- Quem é que mandou o avião de papel?!
Quem nunca foi autor visado pela professora por um arremesso destes, nunca andou na escola! Todos nós já sonhámos uma vez durante o sono que voávamos. É humano o desejo de voar.
“… que distante vai o tempo em que João Baptista Torto, enfermeiro, barbeiro e sangrador se lança para o ar e… para a morte, da torre da sé de Viseu, com dois pares de asas presas ao corpo. Foi há aproximadamente 400 anos.”
“… numa longa série de pioneiros da navegação aérea, costuma encabeçar a lista o padre português Bartolomeu Lourenço de Gusmão que, a 8 de Agosto de 1709, conseguiu elevar-se de uma passarola, numa experiência realizada em Lisboa”
E outros, por esse mundo fora, foram insistindo até aos dias de hoje.
Afinal não se conseguiu voar a bater asas, o Zeppelin falhou  mas o céu está cheio de aviões.
É por isso que eu continuo a acreditar numa sociedade socialista! A minha dúvida é:
-Poderá este texto ser um avião de papel?!

Portugal vai de tratorinha, tiraram-lhe as rodas e tentam convencer-nos que vamos andar! Conseguiremos pôr isto a voar.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Leitão da Quinta

Depois de ler isto, não conclua que me falta um parafuso mas sim uma porca.

Estou farto disto! Não me apetece escrever! A web transborda de palavras e imagens! O facebook, tenho dito, é uma espécie de grande superfície comercial que abafou as tabernas e merceerias da blogosfera! Já não se trata de não poder competir, a verdade é que tenho a sensação de não ter nada para vender e, muito menos, para dar! Toda a gente bota sentença e opinião e eu transformei-me numa espécie de D. Duarte de Bragança destes espaços, com pose e graça mas sem trono e sem reino.

Estou em estado blogo-depressivo. Tenho um profundo respeito e admiração por toda a corte, a perfeita conciência que os tempos que correm é dos porcos que rodopiam à nossa volta, razão determinante para continuar.

Rei dos Leittões! Na verdade, leitão é o meu prato preferido mas longe de mim, o apetite ser motivo eloquente para determinar um título tão popularucho!

Eu levava a lavagem, tirava o esterco, punha mato e pegava com valentia de forcado o porco quando era para capar ou para matar.
A nossa casa não era casa de lavrador de parelhas, além das quatro ovelhas, só tínhamos mesmo a porca.
A porca, se não adoecesse e eu tivesse que lhe abrir a cova, era assunto em que eu me fazia homem!
Levar a porca, para vender os bácoros, até aos 12. A minha mãe com uma saca de milho e um baraço atado à perna traseira da mãe suína e eu, atrás, com uma verga na ninhada! E quando vinha um carro?!... O desembaraço para arredar caminho, tinha que ser rápido que o homem era de outra condição!

Depois, no largo, a mãe deixava as deixas de preço e o "vem já" e ia fazer a sua volta. E eu ficava ali crescendo com a feira, convencido que o meu futuro passaria sempre por ali. Creio que cheguei, eu próprio, a vender os bácoros, talvez um tio por perto tivesse vindo acertar ofertas, quase sempre e naturalmente a minha mãe fechava. Mesmo que fosse só a porca-mãe, por bom negócio, que voltasse casa, a estrada de regresso era um tormento – fosse um burro e bastaria um arre para que ele compreendesse o alívio que é retornar ao lar.

Vem daqui a minha proximidade com os leitões. Depois, a simpatia especial por aqueles labutadores de churrasco que se auto-coroam Reis.

Rei dos Leittões só com um t?! Não dois tês:
O Google, a princípio, incrédulo, perguntava - será que quereria dizer Rei dos Leitões?
Agora já não! Já se habituou! Experimentem! Esta é a prova de que este blog até o poderoso motor do Google dobrou!
Se o leitor é amigo, estará ainda a correr o scroll lock e a pensar com o seu dedinho rolante -onde é que isto vai parar?? Se tem como intento um fim, evita de continuar! Faça-me um obséquio, deixe um comentário com o texto “fui dos tais” – deste modo poderei quantificar os que passaram muito além da quinta linha!

A minha saudosa mãe tomou sempre como rumo para os seus filhos, um futuro com comida. Como poderia ter sonhado, que o facto de me ter delegado parte da responsabilidade da suinicultura, teria dado origem a tão intelecta reflexão sobre a génese e existência dum blogue! Talvez seja mesmo a comida que nos faz banais!
Hoje comi mesmo bem!... Comi leitão!
Serve este post para mostrar que, não sendo possível, um porco andar de bicicleta, pode andar na corda bamba! Que farei com este blogue!? Olhem, vou cagueando!


domingo, 10 de julho de 2011

Como eles me põem

Eu creio na transmigração das almas
por isto de Eu viver aqui em Portugal.
Mas eu não me lembro o mal que fiz
durante o Meu avatar de burguês.
Oh! Se eu soubesse que o Inferno
não era como os padres mo diziam:
uma fornalha de nunca se morrer...
mas sim um Jardim da Europa
à beira-mar plantado...
Eu teria tido certamente mais juízo,
teria sido até o mártir São Sebastião!
E inda há quem faça propaganda disto:
a pátria onde Camões morreu de fome
e onde todos enchem a barriga de Camões!
Se ao menos isto tudo se passasse
numa Terra de mulheres bonitas!
Mas as mulheres portuguesas
são a minha impotência!

in Cena do Ódio - Almada Negreiros

lembrei-me daquela:
- o que pensa do Almada-Negreiros?
- X

sábado, 9 de julho de 2011

Eles são inteligentes

A melhor maneira de acabar com o desemprego é facilitar os despedimentos e pôr os desempregados a trabalhar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Leitão da Quinta

O porco faz esterco, o esterco é fertilizante. Podiam-nos ter chamado esterco em vez de lixo. Só há uma solução, obrigar os porcos a comer o lixo e depois pô-los a fazer esterco.

Seguidamente, comê-los a todos para acabar com a merda.

E, finalmente...
Acabar com eles!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Como eles resolveram o problema

Cortaram vencimentos, subsídios e aumentaram os impostos. Criaram um governo de maioria e muito liberal. Seguidamente, novamente, cortaram os vencimentos, subsídios e aumentaram os impostos e, finalmente, os mercados acalmaram!...

terça-feira, 5 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O ponto de vista deles

Se as pessoas deram cabo da sua saúde com abusos alimentares, a resposta médica não cabe ao Serviço Nacional de Saúde.

domingo, 3 de julho de 2011

Olha para eles

Ainda mantêm o ar de quem estreou um carro novo, ainda estão na fase de o molhar com os jornalistas e, para já, só tomam medidas. Não querem tomar mais nada?!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Leitão da Quinta

Bem podem os anónimos, silvas, manuéis e outros perfis estranhos tentar golpes palacianos! Bem pode o facebook-caralivro tentar "belmirizar" o ciberespaço! Bem podem os fantasmas de santa comba erguer-se da tumba entusiasmados pelo renascer da direita necrófaga! O Rei e a Corte continuarão serenos, reinando com a situação, cortanto a torto e a direito em prol da revolução! Aporcalharemos os cavalos selvagens da  nobreza e cavalgaremos os porcos capitalistas! Na Grécia a revolução já começou! Viva o meu cão Loukanikos e a minha amada que faz hoje anos de casada e anda armada! Não tem piada mas rima! Não sou eu que estou em baixo nem ela que está em cima! Viva o programa da troika, o programa do governo, o programa do Manuel Luís Goucha, o programa das festas, o programa do verão! Hoje é quinta de Leitão!...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Fabrico de terços

Terços daqueles de rezar! Para quem não percebe porque deles rezo, lembro Maria do Rosário, aquela com quem, ainda há poucos dias, estabeleci conversa na sequência duma reclamação de uma "santa" adquirida na sua loja. Pois outras coisas ela me contou sobre o fabrico de artigos religiosos e, entre elas esta, curiosa, que não resisto a contar:

Crescia Fátima nos salazarentos anos trinta, já a Fé em milagres do Céu fazia milagres comerciais de vendas de santinhos, de água, de vinhos e enchidos quando um pastor, pouco pastorinho, começou para lá a caminhar em dias de ajuntamento, para vender os seus terços artesanais. Eram feitos de caroços de azeitona, que era o que por ali mais havia  além de pedras e pobreza. A mulher aos serões esburacava as "contas", uma a uma, com uma sovela e ele durante o dia encadeava o arame nos terços.
- Mas um terço feito de caroços de azeitona não seria muito agradável à vista?!
- Para os fazerem brancos, davam os caroços a comer às ovelhas para que a passagem pelos seus intestinos os fizessem brancos. No outro dia era só pôr a criançada  a dissecar caganitas e o produto estava revestido de um branco imaculado.

E foi assim que começou por aqui a indústria de produtos religiosos. Um dia o pastor já entusiasmado pelo sucesso do negócio foi a Lisboa, descobriu bolinhas de vidro da Marinha Grande já com o furo feito e tudo, e então aí,  foi um ver se te avias até aos nossos dias.

sábado, 25 de junho de 2011

É um descontentamento inconsequente?

De facto, devo ter nascido há muito mais tempo. É que, embora compreenda e sofra as inquietações desta juventude, não consigo compreender como querem ter uma palavra a dizer nas decisões, colocando de parte o direito de votar, rejeitando os partidos ou a hipótese de constituirem um novo, emigrando. Pois é, já houve tempos em que a malta não podia votar nem constituir organizações de carácter político! A memória é importante!
Penetrem nos partidos, mudem-nos por dentro, criem partidos novos, inventem, participem, votem porque se é verdade que a democracia é muito mais que partidos e eleições, não será menos verdade que sem partidos e sem eleitos dificilmente existirá democracia.
Bom filme com boas rimas: