terça-feira, 29 de Setembro de 2009

This is the end

Venho comunicar-vos o fim deste reino em consequência do desaparecimento do monarca D.Pata Negra. Foi tudo muito rápido:
O autor - Face a estes resultados eleitorais só vejo uma solução: fazer a revolução de porta a porta!...
Pata Negra - Assim, à maneira das Testemunhas de Jeová?!...
Revólver do autor - PUM! PUM!...
O corpo fica em brasa ardente até que os servidores do blogger o ousem decompor.

O autor

- Vou andar por aí!

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Leitão à sexta

Imagem tirada daqui

Sou obra dum autor, sou uma personagem, por isso, inimputável, ninguém me pode fazer réu, ninguém me pode demandar a coroa. Sou rei.
É difícil separar a realidade do autor da realidade do rei, quanto mais não seja porque um rei é sempre real. As pessoas que constroem personagens têm sempre uma personagem que é mais a sua mas não será por isso que possamos concluir que o Eça defendia o incesto, que o Saramago vota em branco ou que o Garcia Marquez era casado com uma índia.

Não posso votar, porque sou ficcionado, nem sequer posso revelar as opções políticas do meu autor porque esse é um assunto no qual não nos entendemos: ele é republicano e eu monarca, ele é da espécie humana e eu suína, ele é pela revolução e eu pela porcaria!...
Ele queria que o blogue descambasse para a política e eu não deixei; ele queria influenciar a corte e a plebe para que votassem num determinado sentido e eu não permiti; ele queria que eu votasse mas eu não voto, néscio como ele é, demorou tempo a perceber que o nome Pata Negra não constava nos cadernos eleitorais. Estou farto dele! Há por aí alguém que me queira adoptar?!
Eu estou disposto a ser personagem de qualquer um, o tipo irrita-me e está sempre a ameaçar que acaba comigo com um poste final na cabeça!
- Ou tu te calas, ou para a semana não há leitão à sexta! Amanhã eu e o meu país inteiro vamos reflectir! Se o resultado eleitoral de Domingo não me agradar, o Rei dos Leittões vai ser comido!
- E o que virá depois?!
- Um outro rei, mais porco do que este, mais javardo, mais pocilguento! Estou farto de ser manso!
Quando o autor interfere directamente na ficção, a descoberto da sua personagem identitária, o caldo está entornado. Votem! Votem! Votem aos milhares na revolução! Votem como ele quer antes que haja um regícidio!
O tipo está cansado da campanha, só lhe sai disto! Peço-vos perdão em meu nome e no seu!

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

PS: Nunca mais!

Depois deste governo
NÃO ACREDITO que exista um único funcionário público que vá votar PS;
NÃO ACREDITO que exista um único militar ou polícia que vá votar PS;
NÃO ACREDITO que exista um médico ou enfermeiro que vá votar PS;
NÃO ACREDITO que exista um único professor que vá votar PS;
NÃO ACREDITO que exista um único operário que vá votar PS;
NÃO ACREDITO que exista um único reformado que vá votar PS;
NÃO ACREDITO que exista um único utente do Serviço de Saúde que vá votar PS;
NÃO ACREDITO que outros humilhados e ofendidos vão votar PS.

Na boca dos que nos governam e dirigem toda esta gente é culpada do estado em que o país está e não aqueles que os dirigem e governam. Os que nos governam e dirigem e os seus lacaios, a corja xuxalista, irá votar PS!
Na boca da direita liberal e conservadora toda esta gente está ofendida porque lhe tocaram as mordomias e os interesses corporativos e, por isso, este governo era necessário. Estes, que antes se identificavam com a direita tradicional, aderiram à nova direita xuxalista, irão votar PS!

O peso destas partes definirá o peso eleitoral do PS, o resto são sondagens e sondagens valem a quem valem.
E, se numa manhã de dia de eleições, este povo acordar disposto a mandar as sondagens às urtigas e, decididamente, decidir votar diferente?! Então é que vão ser elas!
Que seja já para a próxima! É que eu não acredito que funcionários, operários, militares, médicos, professores, operários, reformados, doentes, trabalhadores vão votar PS! Terão apenas os votos da corja, de alguns saudosistas de direita e daqueles que vivem melhor que há quatro anos!

NÃO ACREDITO QUE ALGUM AMIGO DESTE BLOG VÁ VOTAR PS
Eu sei que já começa a ser demais. Acontece que não tenho disponibilidade para mais. Mais uma vez recorri um post antigo, de há um ano atrás, estará actual?

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Por minha culpa, minha tão grande culpa

... e peço ao virgem eleitor e aos incidentes e reencidentes, e a vós companheiros que não voteis neles, mas votai, amen! - Pois pá! A culpa é da oposição, dos sindicatos, das associações!
- Pois pá! A culpa é dos empresários, dos funcionários, dos advogados, dos juízes, dos polícias, dos professores, dos padres, dos jovens, dos velhos, das mulheres, dos pretos, das putas, eu sei lá!...
- E tu pá?!
- Eu nem sequer voto pá!
- Pois é pá, és um canário, os canários também não votam pá! São muito bonitos, cantam, vivem na gaiola, mas não votam pá!
- Não me venhas com políticas pá!

E no final eles voltarão a cantar aquela canção:
- Os portugueses escolheram-nos!
E, afinal, foram apenas eles que se escolheram a si próprios!

E, lá vai ficar tudo na mesma pá! Com os mesmos de sempre que nunca mudam nada pá! Das duas uma, ou tu não queres ou tu tens medo que as coisas mudem pá! Como queres tu ter uma palavra a dizer se nem sequer um sinal de cruz és capaz de escrever pá?! Vota pá!

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Leitão à sexta

A Miluzinha, compreendendo as minhas brancas e a real necessidade de haver Leitão à Sexta, largou-me um comentário de socorro há 8 dias. Pode já ser conhecida a história mas, como repararão, este blogue pretende converter-se numa grande base de dados de tudo o que é porcino.
O orgasmo de um porco dura 30 minutos.
(Na minha próxima vida, quero ser um porco!)
Uma barata pode sobreviver 9 dias sem sua cabeça até morrer de fome.
(Ainda não consegui esquecer o porco)
O louva-deus macho não pode copular enquanto a sua cabeça estiver conectada ao corpo. A fêmea inicia o acto sexual arrancando-lhe a cabeça.
(”Querida, cheguei! O que é is…..”)
A pulga pode pular até 350 vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol.
(Trinta minutos…que porco sortudo! Dá pra imaginar?)
O bagre tem mais de 27 000 papilas gustativas.
(O que é que pode haver de tão saboroso no fundo de um rio?)
Alguns leões acasalam-se até 50 vezes num dia.
(Ainda prefiro ser um porco na minha próxima vida…qualidade é melhor que quantidade!)
As borboletas sentem o gosto com os pés.
(Isso eu sempre quis saber)
O músculo mais forte do corpo é a língua.
(Hmmmmmmmm…)
Pessoas destras vivem em média 9 anos mais do que as canhotas.
(E se a pessoa for ambidestra?)
Elefantes são os únicos animais que não conseguem pular.
(E é melhor que seja assim!)
A urina dos gatos brilha quando exposta à luz negra.
(E alguém foi pago para descobrir isso?!)
O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro.
(Conheço gente assim)
Estrelas-do-mar não têm cérebros.
(Conheço gente assim também)
Ursos polares são canhotos.
(Se eles começarem a usar o outro lado, viverão mais)
Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer.
(E aquele porco???)

Que diabo de ideia tem na cabeça o jardineiro que lhe dá para isto?!

- E Paula Rego?!

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Foram estes PAH?!

Não foram estes que, conjuntamente com a GNR, estragaram um dia da campanha sócretina?!


terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Gato Fedorento - por uma campanha mansa

Há um novo partido, em Portugal, que não está sujeito às regras de tetos de gastos de campanha: chama-se Partido dos Gatos Fedorentos, e tem como única linha programática manter a estupidez média do Português, abaixo da média, num nível de estabilidade médio de estupidez estável.
É uma imagem à qual recorro muito, e nem sequer é minha, é da Sociologia, campo ao qual sou totalmente alheio, a da chamada "Mulher Alibi". A Mulher Alibi, que muitas vezes é um homem, ou um grupo, é uma voz individual, ou coletiva, com lugar no palco dos que têm forte audiência. O seu papel é elementar: trata-se de um dos membros do Sistema que é subsidiado para fazer o papel de quem está CONTRA o Sistema. O princípio é aristotélico e catártico: enquanto o pagode se entretem com as pseudocríticas regurgitadas pela Mulher Alibi, vai diluindo as tensões que poderia ter, e os instintos de se tornar agressivo, agarrar numa moca, e ir direto àquelas caras que são o Sistema. Quando a Mulher Alibi satiriza o Pinto da Costa, o Paulo Pedroso, o Sócrates ou gentalha afim, a raiva coletiva esvai-se no espetáculo intermédio e nunca se atreve aos fins finais, cuja magnitude e extensão vindicativa poderiam ser devastadoras. Os Gatos Fedorentos, como aquela cadela do Eixo do Mal, a Quadratura das Bestas, em tempos, o cocainómano Esteves Cardoso e afins desempenhavam o mesmo papel. Um dia acabarei a engolir o meu próprio veneno, e a perceber que o tempo perdido pelos meus leitores nas divagações do "Arrebenta" também poderão ser engavetadas, nalgum investigador das eras futuras, na mesma gaveta... Sim, não estou livre de ser cronologicamente taxado de Mulher Alibi, mas deixo essa reflexão para os vossos filhos e netos, e passo adiante, que não sou futurólogo, nem masoquista.
Interessa-me agora o presente, e saber o que leva a SIC, creio (?), a pagar a um bando de indivíduos cuja única finalidade é embrutecer ainda mais o pensamento médio, médio baixo, e baixo, das plateias, a aparecer no meio de uma campanha eleitoral, para a descarga de justas energias da massa eleitoral, em plena efervescência.
Quem os paga, a quem servem, e qual a sua finalidade?...
Para mim, a resposta é evidente, mas fica aqui lançada como pergunta, para que, ao contrário de verem os resultados medíocres dessa equipa, PENSAREM um pouco no que vos cerca, e cesso aqui o assunto, porque o que realmente me vai consolar, depois do terramoto de 27 de Setembro, são as virgens púdicas do Bloco de Esquerda que se vão encostar ao Poder, qualquer que ele seja. Tudo indica irmos ter uma minoritaríssima Ferreira Leite, que, se continuar a tocar na tecla da independência e do levantar a cabeça contra os interesses ibéricos talvez se ponha a jeito para uma votação na qual nunca terá pensado... Não é por acaso, nem por humor, que bandeiras monárquicas foram içadas em Cascais e no Porto. Queriam tão só dizer, Português, lembra-te de que houve um tempo em que começaste, porque quiseste e precisaste, de ser Português, e esse sonho está agora em risco.
Com Manuela Ferreira Leite, choverão queijos limianos e zitas seabras, desta vez, a saírem do saco de gatos assanhados a que se usa chamar Bloco de Esquerda, prontos para defenderem TGVs, Contenções Orçamentais, e, por que não, a consolidação dos passivos do BPP. Ana Drago tornar-se-á confidente do Padre Feytor Pinto, e Fernando Rosas irá de mão dada com o Padre Melícias saber se o Guterres ainda anda a mamar leitinho Opus da Vaz Pinto. Vai ser um amor, uma coisa piedosa, e que nos vai cortar o coração, porque nós gostamos, sempre gostámos, de pessoas disponíveis para ajudar o vizinho. É a Síndroma do Empresta me uma colher de açúcar, quando, no fundo, o que o levou a bater à porta da vizinha era uma sublime ânsia de minete. Eu sei que é feio, mas a isto chamar-se Real Politik, e vai ser o cenário Outono/Inverno, para Portugal. Na terminologia da minha doméstica, vai ser um salve se quem puder.

(Provocatório, no Aventar, no A Sinistra Ministra, no Arrebenta-Sol, no Democracia em Portugal, no Klandestino e em The Braganza Mothers)... e também no Rei dos Leittões

domingo, 13 de Setembro de 2009

A Crise

De vez em quando (muitas vezes?) dá-me para isto, para a solução fácil: ir rebuscar um post antigo e vênde-lo segunda vez. Assim acontece desta vez (terceiro "vez"?) - vês?! a escrita não está nos meus/seus melhores dias!
Por isso aqui fica um "repostado" que espero que sirva para pensarmos em votos. Faço votos que assim seja!
Alice Serra das Fontes ficou viúva com cinco filhos às costas e fez das tripas coração para chegar aos setenta e cinco anos que ontem completou. Para assinalar o feito convocou os herdeiros, dispensando netos, noras e genros, e fez uma panela de mexudas.
A mais nova, professora, anda revoltada e deprimida com o que está a acontecer nas escolas. Os irmãos acham que ela era uma privilegiada e acham muito bem que a obriguem a não gostar do que faz.
O segundo mais novo é operário e anda preocupado porque é voz corrente que a empresa vai ser deslocalizada. Os irmãos acham natural e que a culpa é dele porque estava acomodado ao dinheirinho certo ao fim do mês e nunca se esforçou por fazer outra coisa.
A do meio tem um “comes e bebes” mas a coisa vai de mal a pior porque a malta não tem dinheiro. Os irmãos sempre acharam que ela escolhera aquela vida porque não dava trabalho e que puxava nos preços quanto queria, e, por isso, as suas dificuldades não os impressionavam.
O segundo mais velho anda na construção e anda desanimado porque a coisa vai torta. Os irmãos acham que ele quase que chegava a rico sem saber ler nem escrever e que é bom que se convença que também tem de saber o que é a crise.
O mais velho é criador de gado e, com as condições que lhe estão a exigir, vai ter de fechar a exploração. Os irmãos concordam porque não lhes agrada o cheiro que, às vezes, anda no ar e porque, além disso, ele dá medicamentos aos porcos.
- Vocês, parece que se esqueceram que precisam uns dos outros! Não foi para ver isto que eu vos andei a criar! Fazem-me lembrar o governo que ataca tudo a torto e a direito como se a única coisa que funciona bem neste país fosse a governação!
Estais todos angustiados porque vos convencestes que o vosso mal era o bem dos outros e que ficarieis bem se os outros ficassem mal!
Pois eu preciso de vós os cinco. Deixei de fazer queijos pelo facto de me exigirem azulejos e fiquei conformada com a reforma de 160 euros. Agora vejo que errei, devia ter lutado contra estes cabrões de Lisboa e acomodei-me! Agora peço-vos que me ajudem, quero 50 euros de cada um como prenda de anos! Em quem vais votar?
- Eu nunca votei!
- Eu nunca mais voto!
- Votar, para quê?
- Com o meu voto, ninguém conte!
- Eu voto na puta que os pariu!
- Puta que os pariu aos cinco! Querem ver que tem de ser a velha a votar por vocês todos! Em trinta anos de votos nunca tive tanta vontade de votar! Vou votar sim! Vou votar contra estes cabrões dos Cavacos e Soares que há trinta anos que nos andam a foder com a crise e não há maneira do povo ver que a crise é esta cambada de adoutorados que andam sempre a cagar sentenças de remédios e não há maneira de acertarem!
De saída, os cinco trocaram entre si umas palavras: se ao menos a gente tivesse dinheiro para a pôr no asilo!

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Leitão à sexta

À sexta tem de existir porco! Nem que se tenha de aproveitar um provérbio chinês!

Continuo a pedir reais desculpas e a apresentar explicações esfarrapadas a respeito da alteração circunstancial da actividade suíno-blogosférica. Peço, especial desconto aos fidalgos, cuja lavoura não tenho acompanhado. Com as primeiras chuvas, o cair da folha e o fervilhar do vinho novo, voltarei.








"Se quiseres ser feliz uma hora...embebeda-te.
Se quiseres ser feliz um dia ...mata o teu porco.(???Quim!)
Se quiseres ser feliz uma semana ...faz uma bela viagem.
Se quiseres ser feliz um ano ...casa-te.
Se quiseres ser feliz toda a vida ...planta o teu próprio Jardim."
Isto é, com certeza que queres ser feliz uma hora, uma semana, toda a vida! Não deverás querer ser feliz um dia, nem um ano porque não és pessoa para sacrificar alguém. Pega mas é numa enxada que a terra espera por ti!
Se cumprires o que te digo eu serei salvo!


quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Manuela Sócrates

Só me aparecem Manuelas à frente? Não, o país é muito mais do que isso! Acontece que ando mal humorado e não me apetece falar de coisas sérias.



"Este vídeo é pura ficção e não representa as visões de quem o publica. O autor gostaria de reafirmar o seu apreço pelo Senhor Engenheiro José Sócrates, por quem cultiva um enorme respeito e admiração. O autor gostaria ainda de fazer saber que em passados processo judiciais de que foi alvo alegou, com sucesso, insanidade mental."

texto do autor que "youtubou" esta coisa

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Ouvir Devidamente

Domingo, 6 de Setembro, 13 h, o programa História Devida da Antena1 - apresentação de Inês Fonseca e Dinarte Branco - passou mais uma história de João Rato/Pata Negra: «Instrução básica».

Quem quiser ouvir que ouça e quem não quiser não oiça (estou mal disposto!)!

Dedico esta história aos cerca de duzentos rapazes que cumpriram comigo a Instrução Básica, na Escola Prática de Artilharia, no 1ºturno de 86. Se por acaso alguma vez por aqui pousar o Goulão, o Almeida ou um outro Cavalheiro de que não lembro o nome: um grande abraço. Se por acaso aqui poisar o, então tenente, Trindade, um grande abraço pois espero, sinceramente, que a sucessão de galões tenha feito dele um homem.

sábado, 5 de Setembro de 2009

História Devida

Amanhã, Domingo, 6 de Setembro, 13 h, o programa História Devida da Antena1, passa mais uma história de João Rato/Pata Negra: «Instrução básica» com a música «O fantoche», Carlos Paredes.
Outras histórias já lidas e que podem ouvir:
"Uma família normal,

"O Fim do Mundo"

"História de um rádio"

"Transbordo de memória"

Os "Is" da TVI

Ao longo dos últimos dias muito se tem escrito e falado sobre a demissão da Direcção de Informação da TVI e o cancelamento do Jornal Nacional. Como tantos, não morro de amores pelo mediático casal mas tenho de admitir que tenho com ele uma coisa em comum: uma opinião muito baixa sobre a estatura moral do primeiro ministro.
Estranhar a fixação do "tal jornal" nas sucessivas suspeitas de baixaria que envolvem o percurso pessoal do cidadão José Sócrates Pinto de Sousa?! - Talvez! Mas muito mais preocupante é o sucessivo e absoluto silêncio dos outros jornais da televisão sobre casos tão falados.
Quem não noticia o que é notícia, não informa, tem mordaça!
Não gosto nada que as televisões tenham tanto poder sobre o poder mas gosto ainda menos que o poder tenha tanto poder sobre as televisões.
Já foi "i" de Igreja, já foi "i" de Independente e agora é "i" de Ingerência e eu, por Indisposição, nem sequer Ilustro a Imanuella nem o Iduardo com uma Imagem.

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Leitão à sexta

Embora um pouco discreto e cabisbaixo o Rei continua determinado em focinhar nas cercas da república. Há sempre assunto, quando a alma não é pequena, pode é não haver tempo se se anda sem pachorra e pachorrento. Fiquemos por aqui.

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

João, guia turístico de Almeida


Almeida tem um monumento que vale uma boa parte da fortaleza, chama-se João e auto-denomina-se Guia Turístico da Fortaleza.

Procuro, dentro das muralhas, lugar para o carro. Um jovem de mitra preta aconchegada à "pára", óculos de sol, calça e colete de domingueira tradição, indicou-me um lugar.

- Até aqui?! Arrumadores?! - pensei.

Que não e que não vinha à moeda mas tão só para nos pôr à vontade; se conhecia a Igreja da Santíssima "qualquer coisa"? se conhecia o hospital do sangue? se conhecia isto e aquilo? e que se não conhecia que não perdesse! Disse-lhe que, antes demais nada, iria comer a bucha e que depois daria a volta curta porque era longo o itinerário para o dia. Convenceu-me a dar com ele dois passos ao templo "louvado" para aprender como abriria a porta para a visita a não perder. Aí chegados, repetiu professoralmente o gesto de puxar o cordel que desarmava o trinco interior e, já no interior, empurrou demonstrativamente a moderna porta de vidro guarda-vento. Dei dois olhares no espaço arquitectónico e respondi-lhe com educada admiração que "pois claro, voltaria com a família depois das sandes de atum!". Na saída João repetiu, demonstrativamente, o processo de abertura e fecho de portas e eu fui ter com a família para comer as sandes de atum.


Depois do mata-bicho fomos todos à Igreja da Santíssima "qualquer coisa" e eu abri as portas tal qual aprendi. Enquanto visitávamos os altares, João entrou, nave acima, no silêncio a que a religiosidade obriga e nos acenos que o nosso curto conhecimento exigia, terminando a sua marcha junto a um púlpito em devoto afazer de preparação de uma leitura de missal. Quando se apercebeu da nossa retirada, veio educadamente abrir as portas, saiu connosco à rua e perguntou-nos se conhecíamos o hospital de sangue.

- Não conhecem? Eu mostro-lhes!

E daí para a frente mostrou-nos Almeida inteira, entre pormenores arquitectónicos, lições de história, dados da actualidade, remantando os episódios, entre passos ou locais sempre com:

- ... não sabe porquê?! eu já lhe conto!

ou

- ... não conhece?! eu já lhe mostro!

A certa altura, a figura e a simpatia de João, eram o nosso maior entusiasmo e foi assim que andámos quase duas horas de sol com ele e atrás dele.

A certa altura alguém lhe deu vontade do chi-chi e João conduziu-nos aos modernos lavabos:

- Quer ver? Ora abra a porta e pare! Veja!... Acendeu-se a luz!... Avance mais um pouco! Vê acendeu outra luz!... Não sabe porquê?! Eu conto-lhe: vê ali aquela coisa branca no tecto?!...

Se forem a Almeida, perguntem pelo João, conheçam um monumento de autenticidade, de simplicidade, de conhecimento histórico, de amor à terra e paguem-lhe, pois não fazem mais que a vossa obrigação.

Obrigado amigo João

domingo, 30 de Agosto de 2009

Vão indo que eu não vou por aí

Movimento Perpétuo Associativo

Deolinda Composição: Pedro da Silva Martins

Agora sim, damos a volta a isto! Agora sim, há pernas para andar! Agora sim, eu sinto o optimismo! Vamos em frente, ninguém nos vai parar! -Agora não, que é hora do almoço... -Agora não, que é hora do jantar... -Agora não, que eu acho que não posso... -Amanhã vou trabalhar... Agora sim, temos a força toda! Agora sim, há fé neste querer! Agora sim, só vejo gente boa! Vamos em frente e havemos de vencer! -Agora não, que me dói a barriga... -Agora não, dizem que vai chover... -Agora não, que joga o Benfica... e eu tenho mais que fazer... Agora sim, cantamos com vontade! Agora sim, eu sinto a união! Agora sim, já ouço a liberdade! Vamos em frente, e é esta a direcção! -Agora não, que falta um impresso... -Agora não, que o meu pai não quer... -Agora não, que há engarrafamentos... -Vão sem mim, que eu vou lá ter..


Juntos o Kaos e a Deolinda, via Kaótica