sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Leitão à sexta

Esta é a capa do primeiro LP que tive. Contudo, os Queen, apesar de lhes reconhecer a arte e o talento, nunca estiveram entre as minhas primeiras preferências.
- O que terá isto a ver com Leitão à Sexta? É que ando muito lazeirento: um vídeo, um porco de peluche, "bohemian rapsody" e já está!
Mas não é isso que é o Leitão à Sexta?! Uma coisa qualquer, com sentido ou sem sentido, mas que meta porco no meio?!
Bom fim de semana e, se for o caso, boas férias a todo o pessoal que frequenta a corte dos Leittões, um obrigado especial a todos os comentadores/conversadores que animam e cultivam o Rei... O Freddie Mercury também tinha pancada:


O Freddie Mercury também tinha pancada:

Esta é a vida real?
Isto é apenas fantasia?
Preso num desmoronamento,
Não há escapatória da realidade.
Abre os olhos,
Olha para cima nos céus e vê:
Eu sou apenas um pobre puto, não preciso de simpatia,
Pois sou [do tipo] fácil-vem, fácil-vai,
Um pouco animado, um pouco deprimido.
Qualquer direcção que o vento sopre
Realmente não importa para mim, para mim...
Mãe, acabei de matar um homem:
Coloquei uma arma contra sua cabeça,
Puxei o gatilho, agora ele está morto.
Mãe, a vida mal tinha começado
Mas agora estou perdido e joguei tudo fora.
Mãe,
Não pretendia fazer-te chorar.
Se eu não estiver de volta a esta hora amanhã,
Continua, continua como se nada importasse realmente...
Tarde demais, chegou a minha hora
E produz calafrios na minha espinha.
O corpo está semprea doer-me...
Adeus a todos - Eu preciso de ir,
Preciso do os deixar a todos para trás e encarar a verdade.
Mãe, (qualquer direção que o vento sopre...)
Eu não quero morrer,
Eu, às vezes, desejava nunca ter nascido...
Eu vejo uma pequena silhueta de um homem.
"Scaramouch, scaramouch tu vais dançar o fandango?"
Raio e relâmpago - assustam-me muito, muito...
Gallileo, Gallileo,
Gallileo, Gallileo,
Gallileo Figaro - magnífico!
Mas eu sou apenas um pobre puto e ninguém me ama.
"Ele é apenas um puto pobre de uma família pobre,
Poupem a sua vida dessa monstruosidade."
Fácil vem, fácil vai - vocês deixar-me-ão ir?
Bismillah! Não - nós não te vamos deixar ir - "deixem-no ir!"
Bismillah! Nós não te vamos deixar ir - "deixem-no ir!"
Bismillah! Nós não te vamos deixar ir - deixem-me ir!
Nós não te vamos deixar ir - deixem-me ir! (nunca!)
Nunca te vamos deixar você ir - deixem-me ir!
Nunca me deixam ir - Não, não, não...
Oh mama mia, mama mia, mama mia, deixem-me ir!
Belzebu tem um demónio reservado para mim,
Para mim,
Para mim!
Então tu achas que me podes apedrejar e cuspir no meu olho?
Então tu achas que me podes amar e abandonares-me para morrer?
Oh baby - não podes fazer-me isto, baby.
Apenas tenho de sair - apenas tenho de sair directo para fora daqui.
Ooh sim, ooh sim,
Nada realmente importa.
Qualquer um pode perceber,
Nada realmente importa - nada realmente me importa ...
Qualquer direcção que o vento sopre...

4 comentários:

AnA disse...

humm, só lazeirento??? Vai curtir o fim de semana e Ânimo . Bjo

SILÊNCIO CULPADO disse...

Pata Negra

Em qualquer direcção que o vento sopre há quem sinta sempre esse desamparo interior.
A terra é inóspita. Queremos cultivá-la com flores, pão e amizade. Mas é inóspita.
Qualquer direcção que o vento sopre.

Abraço (qualquer direcção que o vento sopre).

P.S. Goste do vídeo onde nem sequer o vento soprava num espaço tão redutor e sem lugar para qulquer ilusão.
(P.S. Nada tem a ver com o tal em que eu não voto).

MARIA disse...

Mais do que pelas suas músicas ou pela maravilhosa voz, Freddie Mercury sempre me impressionou muitíssimo pela sua intensidade emocional e pela excentricidade.
Rendo-me totalmente ao modo como ele lidou com a expectativa da doença e da morte numa época em que a informação era muito exígua sobre a doença e em particular sobre os tratamentos e as possibilidades de eventual cura.
Dou sempre comigo a pensar que se eu fosse um dia capaz de enfrentar a morte com a dignidade que ele enfrentou os últimos tempos de vida e a própria morte, certamente morreria com honra.
Já que tem que ser ...
"Então tu achas que me podes amar e abandonares-me para morrer ? "
Certamente por isso Ele nunca morreu.
Pertence a um restrito número de pessoas que não morrem. Vivem cada vez que os lembramos, como o lembrou agora.
Quem é amado, não morre nunca !
Olhe, pega-se-me a "lazeira". Vou ouvir de novo o vídeo.
Um beijinho amigo
Bom fim de semana para si.

Marreta disse...

Que mistura pocilguenta de corridas, rainhas, porcos, rapsódias, fredericos e mercúrios. Que grande javardice!
Agora um pouco mais a sério, também nunca fui grande fã dos Queem, mas o "Night At The Opera" é mesmo uma obra-prima, com ou sem porco de peluche!
Saudações do Marreta.