sábado, 9 de fevereiro de 2013

Nestes últimos tempos


Nestes últimos tempos
tem sido tão claro, descarado e arrogante
o voo da águia
que cada vez vejo mais longe Santa Helena.

Napoleónicos, nazis, fascistas já não o são,
porque já não são do século XX mas do XXI.
Nenhum deles se revê em generais,
são banqueiros, financeiros, comentadores, 
do arco da velha, do arco governativo, todos doutores.

A sua infantaria são os rendidos ao pensamento único:
- Eu penso como eles! Não há alternativa! São todos iguais! 
A sua cavalaria são os políticos da igreja única:
- Para teres o céu tens de passar pelo sacrifício!
A sua artilharia é o dinheiro:
- Se o queres ajoelha-te que eu atiro-te uns euritos!

Como se vê já não tenho tento para falar disto! Aliás, isto já não vai lá com conversas!
Isto só se resolve na rua! Ninguém, de seu bom juízo, pode acreditar que a sua luta está num blogue, num texto, numa mesa de família ou de café, num desabafo ou num copo partido!

A clara, descarada e arrogante postura dos que oprimem só se combate com uma resposta física!
Por isso, baterei todas as ruas, todas as praças, todas as portas porque, afinal, é a única liberdade que me resta! Mas irei sempre sereno porque só serenamente se pode vencer a raiva!

- É assim, vou ser sincero!
(detesto que comecem as frases por "é assim" e ainda mais se acrescentarem "vou ser sincero".
Como se eu não entendesse quando é "assado" e seja levado a pensar que das mais vezes há mentira)

Se pensar em agir isso é na rua! Se pensar em escrever, terá de ser sobre coisas banais.

Parece que há para aí umas universidades que acrescentam nota a quem termina o curso nos anos normais.
Parece que há gente a quem isso revolta porque isso viola a aferição das competências. Como se se pudesse medir metricamente o conhecimento, como se o universitário não pudesse aprender mais nas tertúlias do que entre portas.
Pois meus senhores, na minha banal opinião, as universidades deviam ter em conta na classificação os anos de frequência, mas dando mais nota a quem anda lá mais tempo. Ou vão querer dizer-me  que dez anos de Coimbra não valem mais que cinco?!

Pronto e assim fica este poste banal, um texto desconstruído, inclassificável, tal qual uma conversa de família ou de café, um desabafo, no fim de um copo bem bebido e agora venha o comentador de serviço falar-me de tarimba: 

11 comentários:

jrd disse...

Excelente! Perfeita desconstrução.

Abraço

Zé Povinho disse...

Cada vez mais apetece perder o tino e partir para a ignorância, porque há uma cambada que não entende outra língua.
Abraço do Zé

Olinda disse...

Isto tambêm vai lâ com conversa.Cada coisa tem a sua importancia,complementando-se.Dia 16 ,estaremos na rua,entretanto o tempo ê de denuncia e de luta.

Anónimo disse...

Quantas Kalashnikovs é que contas para ir à luta, valentão? Blá blá blá...

Pata Negra disse...

Pelos vistos o anónimo sabe muito de marcas de vodka e vê-se o efeito que dá! Até lhe dá para andar por estes blogs a deixar vlá vlá vlá...

do Zambujal disse...

Boa, diria mesmo muito boa, ou excelente, excelência (ou majestade?).
E incluiria a resposta ao vodkanónimo. É que o gajo nem sabe ler. Se não fosse a sua iliteracia etílica perceberia o que escreveste com as ruas e portas a que todos temos de bater. E com força. No dia 16 de Fevereiro, por exemplo!

Um abraço

Jorge P.G disse...

É isto mesmo o que penso. Parabéns pelo texto.

Anónimo disse...

Quantas AK 47 é que contas para ir à luta, valentão? Blá Blá Blá...

Anónimo disse...

AK 47 é o novo gurosan??
vlá vlá vlá
FBP

José Alberto Santos disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Maria disse...

Excelente texto. Com certeza, bem visto, vamos todos !!!