Chamam-me poeta por eu chorar pequenas coisas e guardar luto de pequenas mortes. Mas ela não era uma árvore qualquer e deixou um vazio no meu jardim e, assim sendo, também em mim. Após quarenta dias de exéquias, só hoje foi a enterrar, estando presentes, além do cangalheiro, eu e o meu vizinho Zé Luís. Tínhamos um projeto de fazer uma varanda no alto dos seus ramos principais para aí beber uns copos quando chegássemos à reforma.
Correu tudo mal, além da Pinheira falecer, o vinho acabou e médico assegurou-nos vamos morrer, só não sabe é quando. No dia 1 de janeiro de 2026 a pinheira deixou cair uma pinha a meu lado que me assustou. Roguei uma praga. Não durou um mês. Que vos sirva de aviso!
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