Num 19 de Março, há muitos anos, a minha irmã ofereceu ao pai nosso um ramo de flores. Ele conformou-se com o facto de ela ter rompido com a prática anticonsumista seguida lá em casa e com preceito social de não se oferecerem flores a homens.
Durante o
jantar, o acontecimento foi tema de conversa e, como nunca foi família de
segredos no que toca a gastos e receitas, o preço do arranjo entornou-se na
mesa como um copo de vinho. O pai nosso, surpreendido pelo valor da
despesa, deixou escapar, sem ofensa:
- Por esse preço, bem que me podias ter oferecido um garrafão de tinto!
Sem comentários:
Enviar um comentário