sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Leitão à sexta

Os quatro da foto dos Açores são os primeiros responsáveis pela grave situação que se vive no Médio Oriente e pelas consequências que daí advêm para a cena mundial. Parece consensual esta afirmação e até eles mesmos vão admitindo, entre olhares baixos, as desenvergonhadas culpas.
O americano, findo o mandato, prepara-se para sair de cena e para ir gozar a sua abastança pessoal em ranchos e rica vida.
O inglês vai ser, possívelmente, nomeado pela democrática UE para a presidência do Conselho Europeu, figura prevista no democrático Tratado de Lisboa. (existe uma petição on-line contra esta afronta)
O português, mal se soube do fiasco, foi nomeado pela democrática UE para presidente da Comissão Europeia e, pasme-se, existem movimentações para ser proposto para Nobel da Paz.
Por cá, começa a ser hábito, os ex-primeiro ministros serem consolados com a pacholice da presidência da república para poderem contemplar a merda que fizeram como executivos. Não admira, portanto, que a carreira do Bate e Foge não venha a terminar em Bruxelas, ainda há-de subir mais alto, até Belém.
Em Espanha isso não acontece. Os espanhóis correram com o espanhol da foto e não o vão aclamar rei, antes pelo contrário, parecem estar determinados a dá-lo ao desprezo. Pela atenção que lhe dão em Portugal é mais provável que tenha cá futuro político do que em Castela. Viva, pois, a Espanha!
Mal vão os povos que consentem gente como estes quatro! Viva a Espanha!
Não sei o que me deu para escrever sobre este assunto. -Ah! Foi a imagem! Nós estamos em crise, mas há quem esteja em guerra! Um soldado americano numa terra estranha, uma porca passa, parece que não pensa mas pensa, vive como se não tivesse nada a ver com a guerra mas tem, parece que não sofre mas sofre, parece que não tem filhos mas tem! Porca de vida! Um abraço ao povo iraquiano!

11 comentários:

joshua disse...

É! Os Quatro da Foto Açoreana não têm piada! O problema é quando quaisquer sucessores se transformam imediatamente nos Quatro da Foto Açoreana.

O mundo sem dúvida açoreou e, com a crise como areia, no pasa nada!

PALAVROSSAVRVS REX

Compadre Alentejano disse...

É o chamado Bando dos Quatro, à semelhança dos chineses...
E já que falamos em porcos,os quatro deviam ser capados, tal como se faz aos ditos cujos...
Um abraço
Compadre Alentejano

martelo disse...

dariam fracos presuntos...

al disse...

Dos quatro da foto só o americano ocupa o mesmo poleiro, embora a termo certo. Mas já surge uma nuvem negra no horizonte: a acreditar nas várias opiniões que li e ouvi, se do lado dos democratas ganhar a Hillary Clinton, é quase certo que o próximo presidente dos EUA seja o republicano John McCain que já afirmou manter a actual política externa, isto é, continuar a fazer porcaria.
No que respeita aos restantes três, tudo vai bem; o Durão, que se limitou a ceder a casa e a servir os cafés, conseguiu um cargo que lhe dá visibilidade e muito dinheiro. A proposta para Nobel da Paz só pode ter saído da cabeça de um bom humorista; o Blair está a caminho de conseguir um cargo igual ou melhor (apesar de tudo, é inglês) que o do Durão; e do Aznar ninguém tenha pena. É de direita e os grandes grupos económicos em Espanha, cá, na América Latina, em todo o Mundo são propriedade da direita. Quem sabe em quantos Conselhos de Administração de grandes empresas ele tem, agora, assento?
Alberto Cardoso

Zé Povinho disse...

A política é uma porca, nada de novo (quando se fala de políticos). O nobre animal dá mais a favor do povinho que essa vara de recos que nos afunda em todos os sentidos, enquanto se lambuza na gamela enchendo-se às nossas custas.
Abraço do Zé

pé-de-salsa disse...

Porca de vida... e não digo mais.
Mas será que o zé povinho anda a dormir?

MARIA disse...

O Zé Povinho dança, não dorme ...
Veja-se o som fabuloso que tem lá por casa ... ( http://pinderico.blogspot.com)
Quanto aos quatro magníficos, hão-de reencarnar pulgas nas próximas 7 vidas.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Pata Negra
Assino por baixo.

Mocho-Real disse...

Gostei franca e abertamente deste número que acabo de ler.

Foi com algum espanto, não obstante já não devesser ter por que me espantar, que li há dias sobre o movimento para anomeação do cherne para Nobel (seja do que for).
E não deveria ter.me admirado porque há muito que vemho dizendo que esses prémios, outrora, atribuídos com rigor e seriedade, hoje mais não são do que um rótulo pretensamente cultural que é concedido por benesses e compadrios de lobbies político-económicos mundiais.

Viva España, sem dúvida, que não pactua normalmente com quem a serve mal!
Uma questão de cojones!

Parabéns pelo texto, que não se limita a fazer cócegas aos poliqueiros em questão mas trata-os como merecem !(não sou de elogios fáceis, como já saberás)

Um abraço.

Jorge G

Mocho-Real disse...

As minhas desculpas pelas intermináveis GRALHAS, mas continuo com a mania de não reçer o que escrevo de um só fôlego quando os temas mais me entusiasmam.

Jorge G

Marreta disse...

Com os burros em via de extinção por cá, certamente que o asno... digo Aznar, terá um grande futuro em Trás-os-Montes como carregador de castanha.
Saudações do Marreta.