sexta-feira, 27 de abril de 2012

Uma história sem piada



No jardim do Cardal existe um lago circular com uma estátua ao meio, não me lembro se com um peixe a deitar água pela boca, se com um menino a mijar. O lago é rodeado por um passeio com várias ramificações e limitado por um conjunto de colunas de pedra que formam uma pérgula que dá caminho às trepadeiras.
Nós passávamos ali todos os dias a caminho de outros cantos do jardim, com os livros de filosofia e química debaixo do braço e, todos os dias, estava um velho sentado no mesmo banco. Tive intenções de um dia falar com aquele velho mas nunca o cheguei a fazer. Não me lembro se o velho olhava para nós, para o jornal ou para a estátua.

Passou um grupo de jovens de mochila às costas e telemóvel na mão, um deles sorriu-me. 
A esta distância não consigo ver se está um peixe a deitar água pela boca ou um menino a mijar, quanto mais ler um jornal! 
Porra! Mijei-me todo! Provavelmente achei piada a alguma coisa que me passou pela cabeça! O pior é que já não me lembro da piada nem se algum dia passei por este lago e tive intenções de falar com um velho que estava aqui sentado! Não importa! Se não falei então, falo agora! Isto de um tipo falar sozinho dá nestas histórias.

14 comentários:

Anónimo disse...

Que grande bebedeira!!!

Anónimo disse...

Estas histórias, ou estórias, acabam sempre com o protagonista a mijar-se, daí a minha pergunta: isto não será um problmema de incontinência verbal, ou será fisica?

Anónimo verdadeiro (não mijado, por enquanto!).

Anónimo disse...

Às vezes apetece um tipo mijar-se todo, com estórias assim. Ou não. Porque cada um terá a sua própria razão para se mijar...

Abraço para ti.
Outro para o Anónimo verdadeiro.
;)

Anónimo disse...

Boa, com o meu nome não me deixava publicar.
Como anónima deixa...

Maria.

samuel disse...

É... o raio do tempo passa... :-)

Abraço.

Kruzes Kanhoto disse...

O pior de um tipo falar sozinho é zangar-se consigo próprio!

Zé Povinho disse...

Quando as coisas me correm mal lá dou comigo a falar sozinho, mas não tem muita piada, logo não me mijo à conta disso. Fico fulo, e olho em volta...
Abraço do Zé

Olinda disse...

É...este desgoverno está a pôr as pessoas malucas e com complicações de bexiga.

O Anónimo autêntico, muito zangado, disse...

Mas que raio de conversa vem a ser esta?! Eu ainda bato em alguém, ai bato, bato. Bato naqueles que se intitulam "anónimos" quando o ÚNICO, O AUTÊNTICO, COM SELO DE GARANTIA E TUDO, SOU EU.
Quanto ao poste acho-o de cinco estrelas. Mijei-me a rir.
O Anónimo Verdadeiro

O Guardião disse...

Este governo faz mal à saúde e os cidadãos começas a mostrar os sintomas da terrível doença.
Cumps

O Anónimo autêntico, muito zangado disse...

...que quer saber se o Guardião está a pedir música.
O Anónimo Verdadeiro

Pata Negra disse...

Esclarecimento: assumo tudo o que é dito pelo povo anónimo - eu sou todos os anónimos: os falsos e os verdadeiros.
E agora, tenho de ir à retrete antes que me mije.
Um abraço a todos e falem comigo senão eu falo sozinho

O Anonimo AUTÊNTICO, já menos zangado disse...

...ó Pata Negra tens razão, tu é que deves ser o interlocutor no teu blogue, é a ti que eu me devo dirigir. Mas tu, que me conheces, sabes que eu é que o anónimo verdadeiro, o autêntico. Aliás já há muito tempo que te mostrei a Acreditação passada pelas autoridades competentes. E fico danado quando outros usurpam a minha identidade. Fico piurço! Vem-me logo uma vontade danada de bater em alguém. Lembras-te daquela vez em parti o focinho ao mestre de Kung Fu? O tipo chateou-me, eu fiquei piurço e ele levou. E levava mais se o gajo não estivesse na cadeira de rodas…
Bom, fica combinado: quando tiver que fazer alguma reclamação, ou faço-a aqui nos comentários ou vou aí a casa. Neste caso aproveito e redijo a reclamação na adega com o tal presunto e a tal broa ali, mesmo ao lado do pipo de serviço.
Um abraço
O anónimo

M A R I A disse...

A sua capacidade de fazer-nos rir juntos é uma das variadíssimas razões que me prendem a este espaço.Adorei o texto.
*
Tive muita pena de não ter encontrado toda a cena dos "pasteis", mas acredito que a recorda também. Acredito que quando eu velhinha quiser o meu espiritual pastel de Belém,
encontrarei na sua escrita , neste blogue,
sempre o espaço de compreensão
para essa necessidade de
fazer mais doce a vida
que a todos por vezes
pede um doce pastel de Belém,
mas a receita à antiga portuguesa
do respectivo fabrico
só a encontro aqui na escrita destemida deste Rei.

Peça comigo ao Silva . Em coro :
- vão aí uns pastelinhos de Belém ...
Não tem ?!...
Ora ... então ...
:))))

À sua, Majestade http://youtu.be/rjEkeqUoFqA !
Um beijinho

Maria