domingo, 8 de janeiro de 2017

Nem uma palavra

Tinha-me comprometido, depois de ter escrito a "crónica duma morte anunciada" a não abrir a boca nem para uma palavra. Contudo, farto de ouvir a expressão "pai da democracia" não me contenho.
Pai da democracia? Então a democracia tem pai? Se tem pai tem de ter mãe! Quem é a mãe então? A Nossa Senhora de Fátima?

O pronunciamento dessa paternidade encerra, por si só, um conceito muito reduzido do que é ou deve ser a democracia. A democracia nasce do povo e vive do povo.


Pai da democracia!... Pai da democracia!... Pai da democracia!... Mas porquê?!....

7 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

De individualidades se faz um percurso, mas o verdadeiro protagonismo pertence ao povo.

Zambujal disse...

A democracia... filha de mãe incógnita?

Zé Povinho disse...

Nunca fui admirador nem apoiante de Soares, pelo que só manifesto o meu respeito pela dor dos que sentem a sua partida, sem maiores discursos de ocasião.
Abraço do Zé

cid simoes disse...

Não devemos desejar a partida de quem quer que seja, mas podemos desejar que não tivessem nascido e neste desejo não há qualquer desrespeito.

Manuel Veiga disse...

diria que papá! ou paizinho...
ou coisa assim, coisa pouca, coisa a condizer.

O Puma disse...

Já ouvi dizer

vai chamar pai a outro

Maria disse...

Com acertos e desacertos teve um percurso político que merece realce. Nem que seja pela longevidade e teimosia.
Nunca roubou o Estado que se saiba, o que não devia ser referido mas no panorama político mundial dos nossos dias merece referência.
Quanto à expressão, será exagerada, mas já ouvi tanta coisa que essa de lhe atribuir uma filha fora do casamento é flor :-), no caso de Abril. :-)