Só pode renunciar quem tem consciência. Pode renunciar o papa ao papado, o bebé à papa nestlé, o papa formigas ao formigueiro, o analfabeto ao papa reformas, o papa açordas à alentejana mas há um papa que nunca renunciará: o papa bolos.
Mais bale um papa que o bento lebe do que uma bentosidade que o boto trouxe.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Os soldados também sabem discursar
Anda por aí este vídeo:
"Discurso de um soldado americano, (vejam antes que o vídeo seja banido da net.) O soldado apareceu morto meses depois do discurso. A autópsia revelou ter sido um ataque cardíaco ( depois de um discurso desses, é difícil acreditar em ataque cardíaco. A menos que tenha sido provocado... não seria de estranhar)"
"Discurso de um soldado americano, (vejam antes que o vídeo seja banido da net.) O soldado apareceu morto meses depois do discurso. A autópsia revelou ter sido um ataque cardíaco ( depois de um discurso desses, é difícil acreditar em ataque cardíaco. A menos que tenha sido provocado... não seria de estranhar)"
domingo, 9 de dezembro de 2007
Filhos da Puta
Começam a surgir por aí umas vozes do altíssimo a aconselhar a necessidade de se regular a blogosfera. O senso comum acena que sim porque concorda que isso de ofender e difamar o próximo deve ser proibido. As pessoas têm uma vocação perversa para frequentar casas de alterne e bares de salteadores. Dito por outras palavras, só frequenta esses blogs de intriga e pecado quem quer, da minha parte não tenho encontrado esses antros sem princípios apenas apostados em ofender e difamar o senhor de bom nome e boa posição.
Temo que este consenso leviano sirva uma vez mais para me levar mais um pedaço de democracia e liberdade. É que as vozes ofendidas podem ofender-se com muito pouco e o bom nome destes senhores parte-se com muita facilidade porque é, normalmente, de barro. Enfim, são uns filhos da puta!
O processo pode começar muito bem assim. Acabei de lhes chamar filhos da puta! Não particularizei mas posso particularizá-lo. Quem nunca chamou filho da puta a um determinado senhor e político português que é vivo, viveu em França e esteve sempre sentado à mesa do poder? Qualquer leitor digno de estar a fazer esta leitura já o fez, sabe a quem me refiro, concorda comigo e põe as mãos no lume pela honra da ilustre senhora que o pariu!
Diariamente, por este país fora, nas conversas entre as pessoas, as deixas de reserva caiem milhares e milhares de vezes e sem ofensa: “o presidente da junta é um filho da puta!”; “o presidente da câmara é um filho da puta!”; “os deputados são todos uns filhos da puta!”;” os ministros são todos uns filhos da puta!”; “o Sócrates não é um filho da puta!”; “os políticos são todos uns filhos da puta!”…
Devo ser processado por ter escrito estas palavras? Devem os milhares de compatriotas que no dia a dia proferem estas palavras ser processados? Haverá tribunais que cheguem?
A minha mãe contava repetidamente a história em que o meu irmão mais velho, ainda criança, lhe chamou “filha da puta”. Ela, educadora dedicada – olhem para mim! – repreendeu-o vivamente e ele cedeu:
- Ó mãe, filha da puta não és tu! Filha da puta sou eu!…
A minha mãe não conteve a gargalhada e lá se foi a nossa educação!
Continuo a chamar filho da puta a muita gente e não compreendo como é que isso pode ser considerado uma ofensa, ninguém pensa nas santas mães que nos criaram quando profere tal desabafo e, mesmo nos casos em que elas são de facto putas, nem por isso deixam de ser mulheres merecedoras do meu respeito.
É divertido viver num país de filhos da puta desde que os filhos da puta maiores nos deixem falar à vontade.
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