sábado, 25 de junho de 2011

É um descontentamento inconsequente?

De facto, devo ter nascido há muito mais tempo. É que, embora compreenda e sofra as inquietações desta juventude, não consigo compreender como querem ter uma palavra a dizer nas decisões, colocando de parte o direito de votar, rejeitando os partidos ou a hipótese de constituirem um novo, emigrando. Pois é, já houve tempos em que a malta não podia votar nem constituir organizações de carácter político! A memória é importante!
Penetrem nos partidos, mudem-nos por dentro, criem partidos novos, inventem, participem, votem porque se é verdade que a democracia é muito mais que partidos e eleições, não será menos verdade que sem partidos e sem eleitos dificilmente existirá democracia.
Bom filme com boas rimas:

7 comentários:

antonio ganhão - o implume disse...

Precisamos desta geração que (nós) os velhos fracassaram.

O Guardião disse...

Estou disposto a apoiar esta geração quando ela começar a intervir e a tentar construir o seu futuro. É preciso que eles queiram e não se demitam das responsabilidades.
Cumps

do Zambujal disse...

O filme é muito interessante. O jovem diz bem e é certo (acho eu...) muito do que diz. E pensa!
E estou inteiramente de acordo com o teu comentário. É escape, é manipulação, é fugir com o rabo à seringa, o truque do "são todos iguais", "todos a mesma coisa", reduzir os gravíssimos problemas sociais a "conflitos geracionais".
A História já nos ensinou ao que levam esses truques.
Assim queiramos aprender. Dá trabalho? Ah!, pois dá....
É mais fácil ir nas cantilenas pôdres que nos levam às cantilenas de desabafos sadios mas inconsequentes!

Grande abraço

Manuel Silva disse...

Por onde andarão os esquerdalhos do costume? Fora o apreciador de filmes bíblicos, (o telecomunicável não conheço) até parece que os restantes foram de férias. Ou será que o Pata Suja escolheu, desta vez, um «post» que não é fracturante? (às malvas para o acordo ortográfico). Eu sei. Lá no fundo também acham que a " geração à rasca" não passa de um conjunto de calões que reclamam empregos (que não trabalho) e fazem de conta que não sabem quanto sofreram os avós de quase todos e os pais de muitos deles para eles se alcandorarem ao estatuto que julgam ter.
Querem empregos? Arrisquem, criem as vossas próprias empresas ou façam-se agricultores, electricistas, canalizadores, jardineiros, coveiros, limpa-chaminés mulheres ou homens a dias, o raio que os parta, mas TRABALHEM. Deixem de CHULAR os vossos pais que, provavelmente, nunca foram a uma discoteca nem a concerto e raramente comeram em restaurantes porque a opção era poupar ao máximo para que nada faltasse ao menino e à menina. Pobres pais que, sem se aperceberem, criaram uma data de monstros inúteis e egoístas. E CHULOS da própria família!
M. Silva

Ferroadas disse...

Penso que as coisas não assim tão lineares. Aquilo que dizem agora dos jovens (geração rasca ou à rasca - consoante as interpretações) já outros o disseram há 40, 60, 70 anos e por ai fora.

Quem não se recorda dos anos sessenta, a nossa rebeldia, o cabelo grande (há Bitle), as calças há boca-de-sino, as coisas que fizemos, a contestação dos estudantes à guerra colonial, as fugas para o exílio e muito mais.

Hoje é normal e ainda bem que a juventude protesta e se revolta, se não forem eles que o fará?

Quem tem filhos licenciados ou afins, gostaria de o/os ver a limpar retretes? (sem menosprezo para quem o faz). Penso que não. Se um pai/mãe fizeram um enorme sacrifício para o/os formar, para lhes dar uma solução melhor para o seu futuro e agora verem-nos como precários (os que têm sorte) para receber 300€/mês em qualquer superfície comercial do Belmiro ou do Jerónimo, ou numa qualquer empresa de trabalho temporário, numa qualquer obra pública, deve ser do caraças. Dai a revolta e a indignação, o quererem a mudança e a alternativa.

"Penetrem nos partidos, mudem-nos por dentro, criem partidos novos, inventem, participem,"
E as nomenclaturas deixam?

"há mais democracia para além dos partidos"

Abraço

Anónimo disse...

olha o manel, o vulgar silva... onde tens andado? a limpar latrinas? aparece mais vezes que a gente até gosta das tuas ideias. Se soubesses o retrato que te fizémos...

Manuel Silva disse...

olha o anónimo, o valentão do anónimo...já tardavas.
Como supunha, a esquerdalha não andava longe.
Fizeram-me (são assim tantos?!?!) o retrato? Eu não precisei de tanto. Conheço-vos a léguas. Se o vento estiver a jeito, pelo fedor, topo-os a muuuiiitas léguas.
Para todos vós, anónimos, v#*%Ωπ$@!
M. Silva
P.S. v#*%Ωπ$@!, significa, vão tomar banho!
M.S.