sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tenho no sotão a minha construção

"Clamação do Soro"
A rotação do planeta faz-nos tontos e translúcidos.
Dormimos o Sol e as estrelas
Na canção do relógio de pêndulo.
Perdem-se os que amam.
Reina a bondade
E os cavalos da nobreza tornaram-se selvagens.
E vós?!
Pedi que chorássemos – gargalhásteis!
Achais tardio o escarro bandeira
Na face do dominador?
Não acreditais no poder dos nossos excrementos?
Só com chicotes se expulsarão os vendilhões do Templo!
Ah! Os cornos dos bodes de comando!
Não tarda que sobre eles cavalguemos!
Não tarda os calcaremos!
Assobiar-vos-emos então, povo louco e insensato! – O triunfo.
Acenar-vos-emos então raça perversa e tortuosa! – A vitória.
Saciar-vos-eis
Das delícias da vida e dos tesouros que o Sol amadurece.
- Destruída será a magnificência dos poderosos!
Grita um filho.
1981- por aí

3 comentários:

maceta disse...

Uma boa maneira de dizer o que vai na alma de muitos que sofrem as agruras. Julgam os dominadores que o serviçal um dia acorda com as raivas à flor da pele e que não lhes faz nada?

nem as ironias me chegam com o pó que lhes tenho...
abraço

Zé Povinho disse...

Não tarda os calcaremos, e com vontade, meu caro.
Abraço do Zé

JFrade disse...

PORRA, DECIDAM-SE!
NÃO CONSIGO APERTAR O CINTO E BAIXAR AS CALÇAS AO MESMO TEMPO!!
JFrade