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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Uma mensagem amiga

Todos à pala no dia B

A ideia é porreira, o problema, não sei se foi só meu, se também será de outros, é que o texto dá ideia de que o acontecimento que já decorreu, pois a primeira parte está no pretérito perfeito.
Que tal dar a ideia de que ainda não aconteceu, que isto vai avançar, a data existe e será anunciada em breve, e que acção irá decorrer certamente faça chuva ou faça sol e é algo sem retrocesso possível?
Uma cena mais mobilizadora, que motive e entusiame mais o pessoal. O texto quanto a mim está bom, mas punha-o no futuro/imperativo em vez de no pretérito - o título está perfeito.
Do estilo: "Milhares de pessoas vão concentrar-se no dia.... Todos levarão uma pedra... muitas levarão um megafone... etc. No final, qualquer coisa do estilo: Coloca este texto no teu blog e divulga a iniciativa, JÁ!
O pessoal gosta de ser estimulado, abanado, às vezes até mandado.É só uma ideia. O conteúdo do texto está perfeito mas na minha opinião tem que ser muito objectivo e incisivo e não deixar dúvidas do que se trata.

dum amigo internauta

Obrigado e que outros respondam à chamada.

sábado, 20 de outubro de 2007

Todos à pala no Dia B

Milhares de pessoas concentraram-se no dia B no Pavilhão de Portugal no Parque das Nações.

Grande parte dos presentes é autor de blogues que, saídos do espaço virtual, ali vieram fazer uma manifestação inédita.

Quase todos levaram uma pedra que colocaram sobre uma folha A4 no pavimento da pala do edifício. Cada folha que se foi pousando ao longo do dia, continha uma palavra de ordem dirigida ao poder, assinada com o nome do blog de origem. Podiam também ser vistas algumas pessoas que, de megafone em punho, discursavam as suas ideias criando um cenário que fazia lembrar o londrino Speakers’ Corner.

Não parece existir nenhuma organização formal por detrás desta iniciativa, tudo levando a crer que se trata de um movimento espontâneo, gerado pelas sinergias intrínsecas da blogosfera portuguesa. O presente texto terá sido divulgado entre os blogues, criando um efeito pirâmide que terá culminado nesta manifestação.

A assinatura de uma petição online e a colocação de selos de adesão nas barras dos blogs terá assegurado a viabilidade e o sucesso da iniciativa.


Divulga e trabalha este texto e verás no que isto vai dar!

domingo, 22 de abril de 2007

Bagdade, música e blogosfera

Abdul Nawaf, 12 anos, vivia com quatro primos num abrigo, entre ruínas, na cidade de todas as notícias! Há alguns meses que nenhum deles se afastava mais de cem metros do “lar”. Resistiam física e psicologicamente a cada dia, inventavam, naquele círculo, a sua sobrevivência e a sua razão de existir. Tinham receios mas não medos! Medo tinham de dali sair porque sentiam e pressentiam os acontecimentos da sua terra em guerra! Um estrondo daqui, um grito dacolá, a proximidade do ruído de um carro de combate, ao longe um vulto de arma içada, um avião americano rasgando o céu, um cão farejando nas ruínas próximas, um gato morto…
Um dia Abdul Nawaf, fez-se às ruas transformando todos os medos em receios, e foi verificando como a cidade era feita de abrigos iguais aos seus, como eram iguais os métodos de sobrevivência dos seus semelhantes e como continuava igual a sua razão de existir! À medida que ia caminhando, ia perdendo a identidade, ia sentindo que não valia a pena viver em lado algum mas, pior que isso, que também não valia a pena morrer! Encontrou um meio-termo, deixou de falar! Continuou deambulando, entretido a observar os outros, evitando despertar olhares e foi neste passo que o narrador lhe perdeu o rasto …

Na idade dos “deza” – em inglês dos “teen” – toquei bateria num quarteto de baile! Aquilo é que era rasgar! A malta curtia com a nossa potência e houve um baile de inspecção em que até nos bateram palmas! Até levarmos a palco o nosso “I Can't Get No Satisfaction” tivemos não sei quantos ensaios. Portanto trabalhávamos muito. Aconteceu que no desenvolvimento da nossa cultura musical começámos a ouvir jazz. Foi o início da nossa decadência e o alívio do medo que tínhamos do sucesso que nos espreitava nas esquinas de cada festa! De ouvir tocar tão bem, sentimos tocar tão mal, que desistimos! Os nossos sonhos, ácidos e húmidos, veiculavam lucidez suficiente para nos receitarem rendição em vez de luta.

Pois estava eu abrigado, com três ou quatro amigos, neste cantinho da blogosfera, jogando pensamentos e coisas, indiferentes aos disparos, disparates e gigabytes da grande world wibe web quando de link em link, de click em click, me vi personagem destas duas histórias que vos contei: perdido, sem razão de escrever, encontrando por toda a parte as minhas ideias, reveladas em formas, que as minhas qualidades não ensejam nem engenham!
Estamos de facto no tempo em que todas as palavras foram ditas! Estamos na cidade que engoliu o futuro! Estamos no país em que todos os outros são melhores que nós!
Será que vale a pena este blog!? (Não me respondam com a alma pequena do Pessoa! – estou farto de feitas!!)

Sócrates – diminui a auto-estima, traz depressão e desesperança – mas aumenta o número de visitas num blog. Por isso escrevo o seu nome a despropósito.
(Espero um comentário que me esclareça a diferença entre medo e receio.)