terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dia de Portugal

Dedico áquela que foi encarregada pelo médico de me vigiar um sinal nas costas.

No dia do Pai , lembro-me dos que não têm pai.
No dia da Mãe, lembro-me dos que não têm mãe.
No dia da Mulher, lembro-me dos homens.
No dia dos Animais, lembro-me dos homens.
No dia da Árvore, lembro-me dos homens e dos ninhos.
No dia da Água, lembro-me do vinho.
No dia Sem Carros, lembro-me dos cavalos.
No dia do Não Fumador, lembro-me de fumar.
No dia do Consumidor, lembro-me do Continente.
No dia da Europa, lembro-me de África.
No dia de Portugal, lembro-me dos que não são portugueses.
No dia de Camões, lembro-me de Bocage.
No dia da Liberdade, lembro-me da prisão.
No dia do Trabalhador, lembro-me dos desempregados.
No dia da Defesa, lembro-me dos meus dezoito aninhos.
No dia das Mentiras, lembro-me do primeiro ministro.
No dia de Todos os Santos, lembro-me de todo o povo.
No dia de Natal, lembro-me do Ano Novo.
No dia da República, lembro-me do Rei.
No dia de Reis, lembro-me do Rei dos Leitões
No dia dos namorados, lembro-me dos que não têm namorada.
Mas a verdade é que geralmente não me lembro de nada.
A não ser quando tenho comichão mas costas:
- O amor chega aqui!
- Só se me disseres que dia foi ontem!...
- Segunda-feira!
- Dia de Portugal!...
Qual dos dois o melhor!... A idade não perdoa!
Imagem desviada do Zé Povinho

9 comentários:

do Zambujal disse...

Já... tão bacorinho!
Deves estar mas é a gozar comigo.

Um abraço
do Zambujal (quere-se dezer...)

do Zambujal disse...

Li outra vez e ainda estou a rir...
e aproveito para pôr um sinal de interrogação, não nas costas mas depois do já. Assim:
Já?... tão bacorinho!

Outro abraço
do Zambujal (ainda não mas quase)

antonio - o implume disse...

Uma gamela? E quem não quer? Agora que Sócrates vai lá ser mantido por mais uns tempos, por aqueles que clamam pelo seu fim.

Venha a gamela que bácoros somos todos.

Zé Povinho disse...

Nesta chafurdice em que se transformou o país (político), nada como tentar arranjar uma gamela para se receber a lavadura que cai em troco dos favores e dos fechar de olhos que ainda rendem.
Abraço do Zé, por enquanto português.

Anónimo disse...

no dia de Portugal lembro-me do Portugal ( era o apelido do gajo).

opolidor disse...

fui tão rápido que fiz enter e saíu anónimo...

samuel disse...

No dia do Alzheimer... lembro-me de tudo!

Abraços e lembranças!

O Guardião disse...

Eu também já vou trocando umas coisas, mas porque ainda não me ofereceram nenhuma gamela, lá vou barafustando contra quem está do lado de lá da cerca.
Cumps

JFrade disse...

É espantoso! Li os comentários e reparei que ninguém se deteve no essencial: no suficientemente suspeito sinal nas costas do Pata Negra que merece ser vigiado pela esposa.
Amigo Pata Negra, desejo sinceramente que não seja nada. Já basta o que basta.
Um abraço amigo
JFrade