sábado, 25 de abril de 2015
Não aprecio esta liberdade de expressão
... estes paspalhos da liberdade de expressão assinaram, em vésperas, um protesto contra uma triste proposta de lei que punha em causa a liberdade de informação... como se nós não soubessemos as linhas com que é tecida a informação que nos vendem...
... habilmente, intentaram a criação duma lei para provocar uma resposta que deixe no ar a ideia que a informação não se deixa condicionar... jornalismo quadrado, lacaio ao quadrado, é o que isto é...
ao menos agora pode-se falar... eis a redutora diferença!
e perguntamos: de que nos vale a liberdade de expressão, quando o ruído das armas pesadas da informação do regime capitalista, abafa a nossa voz e os nossos versos?!
não... a liberdade de falar de abril é apenas uma vacina para o não sonhar!
sexta-feira, 24 de abril de 2015
O furriel da peluda
Quem cumpriu o SMO, no meu caso na EPA, no tempo do M64 e da G3, conhecerá uma infinidade de siglas como estas e, tal como eu, terá muitas histórias que contar, saberá o que foi ser reco, maçarico, da velhice e da peluda.
Talvez pelas minhas manifestações anti-militaristas, pela minha falta de aprumo militar, pelas minhas falhas na ordem unida e quem sabe pela minha mania de cantarolar canções revolucionárias pelas paradas e corredores, finda a recruta passaram-me para a secção de tv e audiovisuais, local para onde arrumavam os prontos com menos qualidades militares. Ainda por cima, calhou-me um furriel, a quem o ar lunático e a postura indisciplinada, devem ter sugerido à hierarquia que ele não devia ter sobre a sua alçada mais do que dois ou três soldados.
Talvez pelas minhas manifestações anti-militaristas, pela minha falta de aprumo militar, pelas minhas falhas na ordem unida e quem sabe pela minha mania de cantarolar canções revolucionárias pelas paradas e corredores, finda a recruta passaram-me para a secção de tv e audiovisuais, local para onde arrumavam os prontos com menos qualidades militares. Ainda por cima, calhou-me um furriel, a quem o ar lunático e a postura indisciplinada, devem ter sugerido à hierarquia que ele não devia ter sobre a sua alçada mais do que dois ou três soldados.
Ele dormia parte do santo dia em cima duns cartões, trancado no depósito de material audiovisual. O meu camarada de posto fazia o mesmo mas num colchão de ginástica, na cabine de projeção do pavilhão polivalente e eu, menos dado às causas das ressacas, mais responsável que os dois juntos, ocupava-me entre o urinol e uns cigarros, entre a vassoura e a limpeza com lixívia, entre o expediente e a guarda do edifício.
Era raro o major responsável aparecer por ali mas, naquele dia, apareceu e não sei porque carga d´água queria ver os dados da máquina de projetar do ginásio e da outra, móvel, que utilizávamos para ir passando filmes pelas unidades. Escusado será dizer que uma estava instalada na cabine e a outra guardada no depósito. Com as mãos a tremer, dirigi-me ao chaveiro e, com a voz trémula, invoquei a desculpa mais inteligente:
- Meu major, que estranho! Não encontro aqui as chaves!
- Como não tem aí as chaves?!
- Meu major, talvez o furriel ande com elas no bolso!...
- Mas para que merda anda o furriel com as chaves no bolso?! Para lhe fazerem cócegas aos tomates?!... Onde anda esse furriel?
- Meu major, deve ter ido ao bar! Está cá um calor!!...
- Então eu espero-o aqui!
Pensei: bem pode esperar, como o furriel estava hoje na formatura da manhã, deve dormir até à noite!
- E da régie? Também não tem a chave?
E abri-lhe a porta!... E para meu espanto, partilho com o meu major esta visão aqui documentada! Aquela doida do furriel estava a cantar sozinho e a filmar-se a si próprio!... Guardei o filme para nunca mais me esquecer daquele cromo. Ei-lo! Se não me engano chamava-se Mestre e era alentejano... ou Neves e era nortenho?!... Pouco importa.
Se alguém souber do paradeiro desta ave rara, agradeço a informação.
domingo, 19 de abril de 2015
sete centos sete centos sete centos
Também não são assim tantos, nem chegam ao dobro da semana que passou. Sete centos deles. Na semana passada foram quatro centos. Também, nem são assim tantos! Também, nem sequer morreram dum desastre de avião ou duma granada mandada para uma redação. Também é normal uma embarcação afundar-se. Quem não se lembra do Titanic?! Também morreu muita gente!
E também, que é que esta gente quer?! Também, que podemos nós mais fazer por elas? Ajudámo-los a libertarem-se dos seus tiranos, bombardeámos as populações para as libertar dos seus ditadores e costumamos organizar grandes banquetes cujos fundos revertem a favor dos que têm fome. "Que mais querem eles? Que lhe ofereçamos a Europa no Natal?"
Mas pronto! Não somos tão indiferentes quanto isso! Uns senhores do Olimpo, pouco gregos, vão reunir-se para tomar medidas para evitar que o Mar Mediterrâneo seque. Assim como assim, e as vítimas bem sabem, sempre é melhor morrer afogado no mar do que com sede no deserto! Já é alguma coisa, não?! Já é um sinal de que, pelo menos, estamos muito preocupados!...
Entretanto - alô! alô! jornalistas! - se amanhã, segunda feira, morrer alguém afogado, não se esqueçam de fazer notícia. Eu gosto de saber dessas coisas! Nem que seja um veleiro desaparecido com um casal de holandeses, digam alguma coisa! E então, se o Marcelo puder comentar na conversa em família do próximo domingo, ficarei ainda mais agradecido! Não se esqueça professor, que o Dom Sebastião pode muito bem ter morrido a atravessar o Mediterrâneo.
Conformação: se não morrermos no mar, morreremos em terra.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Notícias da Babilónia
Seguindo o exemplo dum mar arável:
e as palavras do mar arável acerca dum babilónico:
A Babilónia, os babilónicos, Hammurabi, recriados com o olhar atento do Manuel Veiga, conduzem os seus textos de intervenção política e social, oferecem-nos uma prosa deliciosa, poética satírica, onde revemos da sua escarpa, um país que é o nosso, à beira-mar betonado.
Democrata impoluto, sem verdades absolutas mas fortes convicções, o meu amigo tem motivos e chão para desbravar novos textos, nesta Babilónia que promete à saciedade, alternâncias conhecidas de poderes, até ser outro dia.
Com talento, palavras em carne viva e outras metáforas - Manuel Veiga construiu e revelou um painel onde a ficção subscreve a realidade.
Como não podemos mudar de babilónicos, só ajudar, fico na minha escarpa a aguardar o teu inesgotável e acutilante fio de meada.
Nós merecemos.
Democrata impoluto, sem verdades absolutas mas fortes convicções, o meu amigo tem motivos e chão para desbravar novos textos, nesta Babilónia que promete à saciedade, alternâncias conhecidas de poderes, até ser outro dia.
Com talento, palavras em carne viva e outras metáforas - Manuel Veiga construiu e revelou um painel onde a ficção subscreve a realidade.
Como não podemos mudar de babilónicos, só ajudar, fico na minha escarpa a aguardar o teu inesgotável e acutilante fio de meada.
Nós merecemos.
~
Um abraço ao Manuel, ao Veiga, ao Herético, um abraço de manel, veigo, herege - prontos! não tenho jeito para este abraços: só um abraço! Parabéns dos pés da minha majestade! abraço herege, herético, pendular,
terça-feira, 14 de abril de 2015
Continuando a não falar de presidenciais
Não me chegava toda a gente falar das presidenciais portuguesas, agora começaram a falar também das presidenciais americanas.
Obama quer ser substituído por uma loira, Cavaco aguarda a sua loira macho. Entretanto não convém falar da ensaboadela que o Obama apanhou dos pares na Cimeira das Américas, nem Costa que não ataca Passos, nem do Passos que promete a diminuição dos custos do trabalho, nem do trabalho que tanta gente faz para que mude o rumo do país, nem do país que tem de reconsquistar a independência, nem da dependência da tv.
Obama quer ser substituído por uma loira, Cavaco aguarda a sua loira macho. Entretanto não convém falar da ensaboadela que o Obama apanhou dos pares na Cimeira das Américas, nem Costa que não ataca Passos, nem do Passos que promete a diminuição dos custos do trabalho, nem do trabalho que tanta gente faz para que mude o rumo do país, nem do país que tem de reconsquistar a independência, nem da dependência da tv.
sábado, 11 de abril de 2015
A cada tv o seu marcelo
("Pluralismo a dar com um pau!", dizia o José Mário Branco na "cena do ódio" do "fmi").
Pois um canal de tv que se preze, terá o seu comentador da ordem, um tipo contra o estado que viva do estado, que finja isenção com uma no cravo e dez na ferradura, que aparente ser especialista de clínica geral da bola à cardiologia, que seja do PS com D ou sem D, podendo pontualmente contracenar com um ex-bloco ou ex-pcp.
-Bla! Bla! Bla! Bla!
Gestos de braços e de dedos de enfiar no cu. Afirmou repetidamente que se devia era falar de legislativas e não de presidenciais e passou o tempo de antena a falar de presidenciais esquivando-se à conversa das legislativas.
Afinal é o que tanta gente tem feito, motivo pelo qual ele merece ser a "caricatura".
Eu, Rei dos Leittões e de Áquem Tejo, que não falo de presidenciais, afirmo solenemente, que não serei candidato à presidência da república. Eu, que não falo de presidenciais, afirmo solenemente que não votarei em nenhum candidato que fale de presidenciais. Eu, que não falo de presidenciais, afirmo solenemente, que sei o que eles todos querem. Eu, que não falo de presidenciais, acho que as presidenciais deviam ser antecipadas. Eu, que não falo de presidenciais, acho normal esta chuva de candidatos. Pudera! A seguir ao Cavaco, qualquer um brilha!
E digo mais, eu, que não falo de presidenciais, desta vez não vou ser candidato, vou concorrer às legislativas com um partido unipessoal que é o que está a dar: o PP, o Partido do Porco!
Ó marques mendes, não te tiro o chapéu nem a carapuça, tiro-te o "campo" e sabes o que tu és??
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Ninguém consegue deter Passos Coelho!
"Hoje o custo do trabalho para as empresas ainda é muito elevado (...) Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar durante estes quatro anos. Mas será um objetivo seguramente importante para cumprir nos próximos anos"
Estes jornalistas já não olham a meios para pôr abaixo o governo. Não foi isto que o gajo disse. O que ele disse foi:
"Hoje o custo do trabalho para as empresas é muito baixo (...) Essa foi talvez a única importante reforma que conseguimos completar durante estes quatro anos. Por isso vamos concentrar as nossas atenções na melhoria dos rendimentos do trabalho nos próximos anos"
Ainda bem que o povo já não acredita no que dizem os jornalistas. Se assim fosse, nas próximas eleições o PSD desapareceria do mapa eleitoral, o que seria um desastre para o país.
Olha Passos! Sabes o que tu és?
"Hoje o custo do trabalho para as empresas é muito baixo (...) Essa foi talvez a única importante reforma que conseguimos completar durante estes quatro anos. Por isso vamos concentrar as nossas atenções na melhoria dos rendimentos do trabalho nos próximos anos"
Ainda bem que o povo já não acredita no que dizem os jornalistas. Se assim fosse, nas próximas eleições o PSD desapareceria do mapa eleitoral, o que seria um desastre para o país.
Olha Passos! Sabes o que tu és?
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Afinal onde é que pára a massa?
Afinal onde é que pára a massa?
No cofre ou na almofada?
Como sofro de claustrofobia vou mas é para a cama!
Ah Maria! Ah Luís! Ah Albuquerque!
Tu não tens dinheiro no cofre, nem na almofada!
Tu tens o nosso dinheiro num banco roto!
Mas como eu não me fecho contigo,
não me deito contigo,
nem me sento contigo,
estou-me cagando para as tuas metáforas!
Estou teso! Não por tua causa mas pelas tuas causas!
Olha! Vai-te foder! Metaforicamente falando!... Claro!
Sabes o que tu és?!
(porque o discurso de hoje já não foi "os cofres cheios" mas a "almofada financeira")
No cofre ou na almofada?
Como sofro de claustrofobia vou mas é para a cama!
Ah Maria! Ah Luís! Ah Albuquerque!
Tu não tens dinheiro no cofre, nem na almofada!
Tu tens o nosso dinheiro num banco roto!
Mas como eu não me fecho contigo,
não me deito contigo,
nem me sento contigo,
estou-me cagando para as tuas metáforas!
Estou teso! Não por tua causa mas pelas tuas causas!
Olha! Vai-te foder! Metaforicamente falando!... Claro!
Sabes o que tu és?!
(porque o discurso de hoje já não foi "os cofres cheios" mas a "almofada financeira")
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Quem quer ser Presidente da República?
texto efémero com nomes comuns.
oh como são importantes as presidenciais!
oh como é grande a obra dos nossos presidentes!
que seria do país sem o cavaco?!
que seria do povo sem o sampaio?!
que seria da democracia sem o soares?!
oh como são importantes os presidenciáveis!
oh como é grande a vontade de ser o presidente!
que seria de nós pequenos sem os maiores?!
que seria da arraia míuda sem a graúda?!
que seria da democracia sem candidatos?!
e no entanto não falta cachopada:
tão puto o henrique neto!
que puta o carvalho da silva!
tão criança o sampaio nóvoa!
tão baixo o marcelo rebelo!
que pequenino o santana!
tão palmo e meio vitorino!
é há outros miúdos de quem se fala:
o jardim, a leite e a belém,
o durão, o guterres e o rio!
e só não se fala dum porque está de cana
e de outro também não porque é duarte pio!
o que é importante é que se seja alguém
que agrade à direita e ao mário soares.
que não seja de esquerda e que finja parecê-lo.
o que é importante é que não importe o governo
e a vida das pessoas.
o que é importante é que se esqueça o governo
e a vida das pessoas.
adeus aníbal, atrás de ti melhor virá.
pode ser josé, rui, henrique, pedro ou antónio.
eu queria apenas que o próximo primeiro ministro não se chamasse pedro nem antónio.
texto efémero com nomes comuns.
oh como são importantes as presidenciais!
oh como é grande a obra dos nossos presidentes!
que seria do país sem o cavaco?!
que seria do povo sem o sampaio?!
que seria da democracia sem o soares?!
oh como são importantes os presidenciáveis!
oh como é grande a vontade de ser o presidente!
que seria de nós pequenos sem os maiores?!
que seria da arraia míuda sem a graúda?!
que seria da democracia sem candidatos?!
e no entanto não falta cachopada:
tão puto o henrique neto!
que puta o carvalho da silva!
tão criança o sampaio nóvoa!
tão baixo o marcelo rebelo!
que pequenino o santana!
tão palmo e meio vitorino!
é há outros miúdos de quem se fala:
o jardim, a leite e a belém,
o durão, o guterres e o rio!
e só não se fala dum porque está de cana
e de outro também não porque é duarte pio!
o que é importante é que se seja alguém
que agrade à direita e ao mário soares.
que não seja de esquerda e que finja parecê-lo.
o que é importante é que não importe o governo
e a vida das pessoas.
o que é importante é que se esqueça o governo
e a vida das pessoas.
adeus aníbal, atrás de ti melhor virá.
pode ser josé, rui, henrique, pedro ou antónio.
eu queria apenas que o próximo primeiro ministro não se chamasse pedro nem antónio.
texto efémero com nomes comuns.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
BÉS que é isto!?
Ouvi com toda a atenção as declarações de Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Costa (do BP), CMVM, etc, na Comissão de Inquérito ao caso BES/GES e, sinceramente, fiquei esclarecido.
Fiquei a saber que houve uma take over sobre a PT, o que provocou um dawnsizing na empresa e impediu o advanced freight.
Sendo assim, o asset allocation baseado num appraial report, que é o allotment indicado, provocou um average price muito baixo, reduzindo os back to back ao mínimo.
Ora, o bid price provocou um dumping e uma floating rate incomportável com o funding previsto pelos supervisores.
Deixou, pois de existir uma verdadeira hedge, o que levou ao levantamento de hard cash em grande quantidade.
Se considerarmos que o ICVM, ao fim do período estava a deteriorar-se e os pay-out continuavam a baixar, a única solução seria o payabre to the bearer de eventuais incomes da empresa.
Voltando um pouco atrás, o pool entre Bes e Ges, fez diminuir drasticamente o portfólio dos clientes, levando inevitavelmente a um revolving credit que abrangeu a maioria dos shareholders de ambas as empresas.
Como é evidente o pricecut da Rio Forte foi inevitável e a take over sobre a mesma também.
O gross profit baixou significativamente, aumentando o grade period e o bank rate.
Só para terminar e em jeito de conclusão creio que estamos perante uma grande quantidade de fillhosdaputing, que utilizando a corrupting ao nível central e local, foram delapidanding os recursos do país e continuam em casa riding da situação, deslocando-se de vez em quanding à Assembleia, fazer de parving os deputados e o poving em geral.
texto da minha exclusiva autoria / imagem do kaos
quinta-feira, 2 de abril de 2015
adivinha do dia
Sinto-me velho. Já tenho a idade que o Manoel de Oliveira tinha quando eu nasci. Que idade tenho eu?
quarta-feira, 1 de abril de 2015
três da ordem do dia
1- A taxa Costa:
Uma cidade ter um aeroporto é uma desvantagem ou uma vantagem?
Calem-se! A única razão para mais uma taxa é sacar mais massa ao pagode!
2- Partime:
Aceitam-se candidaturas para contar votos na Madeira!
Desta vez a culpa não vai ser dos informáticos!
3- A lista:
1º VIPerino: Cavaco
2º VIPerino: Coelho
3º VIPerino: Portas
4º VIPequenino: Núncio
Mas não está um a mais no pódio?
Uma cidade ter um aeroporto é uma desvantagem ou uma vantagem?
Calem-se! A única razão para mais uma taxa é sacar mais massa ao pagode!
2- Partime:
Aceitam-se candidaturas para contar votos na Madeira!
Desta vez a culpa não vai ser dos informáticos!
3- A lista:
1º VIPerino: Cavaco
2º VIPerino: Coelho
3º VIPerino: Portas
4º VIPequenino: Núncio
Mas não está um a mais no pódio?
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